Portugal vota projeto de ajuste fiscal e nega pressão para pedir auxílio financeiro

Governo português nega rumores de que estaria sendo pressionado a procurar auxílio; Espanha refuta hipótese de resgate

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SÃO PAULO – Atenções voltadas para o parlamento português nesta sexta-feira (26), que votará um polêmico pacote de medidas de contenção fiscal, que já provocou uma paralisação geral do trabalhadores na última quarta-feira.

O pacote, que visa adequar as finanças públicas portuguesas às exigências da União Europeia até 2013, prevê o corte de salários do funcionalismo público, aumento de imposto sobre valor agregado, de 21% para 23%, além de estabelecer a redução do déficit em relação ao PIB, que em 2009 chegou a 9,3%.

Para obter sucesso na aprovação do pacote, o primeiro ministro, o socialista José Socrates, teve que buscar um acordo com o principal partido da oposição, o PSD (Partido Social Democrata), o que viabilizará a aprovação do projeto após semanas de negociação.

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Potugal nega pressão para buscar auxílio
Porta-vozes do governo e o próprio primeiro ministro refutaram enfaticamente os boatos de que Portugal estaria sendo pressionado a aceitar um pacote de auxílio do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia, seguindo os exemplos de Irlanda e Grécia.

Os discursos do governo português buscam mitigar os boatos levantados pelo jornal alemão The Financial Times Deutschland, que havia divulgado a pressão para que os lusos buscassem ajuda, segundo suposta fonte ligada ao ministério das finanças da Alemanha.

Espanha refuta possibilidade de resgate
No mesmo sentido, o primeiro ministro espanhol, José Luis Zapatero, foi enfático ao afirmar que a Espanha não necessida de forma alguma de resgate e que o governo possui um plano rigoroso, porém escrupuloso, de redução do déficit fiscal.

Zapatero também apontou que irá continuar reformas e tomar iniciativas que visem fortalecer o crescimento do país, que segundo ele mesmo reconhece, ainda é tímido, afirmando também ser contra novas medidas de ajuste fiscal.