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Por reestruturação da dívida grega, Alemanha entra em rota de colisão com BCE

Governo alemão defende a participação de credores privados no pacote de ajuda a Atenas, mas banco central se opõe

SÃO PAULO – A já conturbada crise fiscal da Grécia ganhou um novo fator de risco nos últimos dias, uma vez que Alemanha e BCE (Banco Central Europeu) estão em rota de colisão sobre como lidar com a dívida pública grega, frente à iminência de um novo pacote de ajuda financeira.

Além da ampliação da reforma fiscal, já sinalizada por Atenas, políticos alemães declaram-se a favor da inclusão de credores privados na reestruturação da dívida da Grécia. A mudança incluiria a extensão em sete anos do período de vencimento dos títulos públicos também para este grupo, o que não estava em pauta até o momento.

Na última sexta-feira (10), políticos alemães uma resolução que apoia novos empréstimos emergenciais apenas se investidores privados dividirem o fardo de uma eventual rolagem da dívida.

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Fatores domésticos
Há no mercado o sentimento de que fatores da política interna alemã são os responsáveis por essa mudança de postura de Berlim, que entra em rota de colisão com o governo o BCE, dado que o órgão sempre rechaçou a possibilidade de uma reestruturação que fosse além do previsto pela Iniciativa de Viena, firmada em 2009 entre bancos e governos do bloco.

Trichet segue contra
Neste sentido, Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, deixou claro que é rigorosamente contra qualquer ato de extensão da dívida que não seja voluntário, ou seja, que imponha compulsóriamente a rolagem a credores privados, e não apenas aos governos envolvidos na negociação.