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Por que a política será tão importante durante a Copa do Mundo?

Negociações de agora serão importantes para determinar a força das candidaturas presidenciais em outubro

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SÃO PAULO – Enquanto as atenções se voltam cada vez mais para as emoções da Copa do Mundo da Rússia, a política entra em momentos decisivos para as eleições presidenciais. A menos de quatro meses do primeiro turno, candidatos e partidos devem intensificar o jogo de negociações em busca das melhores posições para a largada da disputa. E isso vale para todos os cargos em disputa (deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República). Por isso, convém manter atenção redobrada às movimentações dos bastidores da política ao longo das próximas semanas, que se arrastarão até o período de convenções partidárias, entre o fim de julho e o início de agosto.

“É o começo da definição das alianças. O principal evento para olhar daqui até o fim da Copa é como essas forças se movimentam. Na minha visão, é isso que vai nos dizer se, em agosto, essa candidatura de centro vai ser competitiva ou não”, observou o analista político Paulo Gama, da XP Investimentos, no programa Conexão Brasília da última semana (assista a íntegra pelo vídeo ao final desta matéria).

Enquanto o período de campanha não começar, as expectativas são de que não se observem grandes alterações no quadro de intenções de voto das mais distintas pesquisas eleitorais. Contudo, as negociações para a formação de coligações terão importante peso na definição do ponto de partida de cada candidatura na disputa. A despeito de algumas ponderações adequadas, as apostas majoritárias de analistas são que estruturas tradicionais seguirão muito relevantes. Em um pleito tão disputa, podem fazer a diferença.

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Para o jogo da centro-direita, a superação do quadro de fragmentação de candidaturas e a construção de uma coalizão com estrutura partidária, tempo de televisão, capilaridade e recursos serão extremamente relevantes, sobretudo levando-se em consideração o atual desempenho das candidaturas deste espectro político e os riscos de a agenda econômica pró-reformas ortodoxas ser vista pelo eleitorado como uma espécie de continuidade do impopular governo de Michel Temer.

Importância similar para as composições deve ser dada no campo da esquerda, onde o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) disputa espaço com o PT, cujo futuro ainda está completamente indefinido. Enquanto é remota a possibilidade de o ex-presidente Lula disputar a eleição, o partido ainda não tem clara qualquer rota alternativa (hoje o caminho mais provável é uma candidatura própria). Partidos como PSB e PC do B são cortejados por petistas e pedetistas para possíveis alianças na corrida presidencial.

Do lado de Ciro, também há acenos ao ‘centrão’, em uma disputa por espaço com Geraldo Alckmin, à medida que o tucano enfrenta dificuldades para crescer nas pesquisas e é alvo de constante pressão de aliados. O poder de transferência de votos de Lula a um nome lançado pelo PT pode limitar o potencial de crescimento da candidatura de Ciro. Já o tucano precisa se consolidar como o representante oficial da candidatura da centro-direita. Hoje, um acordo está mais avançado com PSD, PTB e PPS.

Confira a íntegra da última edição do programa Conexão Brasília:

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