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Politização do futebol: torcidas demonstram apoio e oposição ao governo nos estádios

A polarização que temos visto nas ruas também chegou aos estádios e chamou atenção nas partidas deste final de semana

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SÃO PAULO – O debate político está ganhando tanta força no Brasil que nem o futebol consegue ficar longe das discussões, e a última rodada dos principais campeonatos pelo País mostrou que não é apenas na rua que a população está demonstrando suas opiniões, se dividindo, basicamente, entre o impeachment ou não da presidente Dilma Rousseff.

O maior destaque ficou com a torcida do Atlético Paranaense, que reforçou o coro dos contrários ao governo Dilma. Durante o clássico ocorrido no domingo (20) diante do Coritiba, na Arena da Baixada, os atleticanos levaram faixas com a frase “No país do futebol, meu ídolo usa terno: Sérgio Moro”.

O apoio surgiu na área normalmente ocupada pela torcida organizada da equipe curitibana, mas em outras áreas do estádio também foi possível ver máscaras do juiz que comanda a Operação Lava Jato.

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Confira o vídeo abaixo com a manidefestação em Curitiba:

São Paulo também foi palco de uma manifestação, mas neste caso foi das torcidas do Flamengo e do Fluminense, que realizaram pela segunda vez na história o clássico no Pacaembu. No momento em que as equipes se perfilaram e o hino nacional começou a ser tocado, boa parte dos torcedores de ambas as equipes começou a entoar gritos de “fora PT”.

Uma minoria ainda gritou a favor do partido da presidente Dilma Rousseff, mas acabaram sendo abafados. Assim que o hino nacional terminou, os torcedores encerraram o protesto e soltaram uma salva de palmas.

Ainda na capital paulista, a torcida do Corinthians voltou a fazer diversos protestos, algo que já ocorre há algum tempo. A Gaviões da Fiel voltou a protestar, no sábado, na Arena Corinthians, contra o esquema de desvio de dinheiro da merenda nas escolas públicas de São Paulo, onde um dos suspeitos é o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), antigo desafeto das torcidas organizadas do estado. 

 Os outros alvos corintianos são a Rede Globo, a CBF e a própria diretoria do clube. Houve também registro de manifestações da torcida do Santos, no jogo ocorrido domingo à noite. A torcida corintiana, inclusive, participou dos atos na sexta-feira em apoio à presidente Dilme e ao ex-presidente Lula.