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Políticos temem lista de Janot, Lula quer convencer caciques para Câmara, o “risco-Cuba”: os destaques da política

Confira estas e outras notícias que foram destaques no noticiário

SÃO PAULO – Após o Carnaval, os políticos voltam ao trabalho, mas o noticiário na área segue bastante movimentado, conforme destacado pelos jornais do final de semana e desta segunda-feira (6). Os políticos ficam de olho na temida lista de Rodrigo Janot, enquanto o ex-presidente Lula tenta convencer caciques para a Câmara. Confira os destaques da política no noticiário:

A temida lista de Janot

Os jornais do último final de semana e desta segunda-feira destacam o temor no governo e na oposição com a “temida lista de Rodrigo Janot”, que deve sair entre quinta e sexta-feira. De acordo com a Folha de S. Paulo, o procurador-geral da República deve pedir  a abertura de inquérito para investigar pelo menos dois ministros do governo de Michel Temer, além de senadores do PMDB e do PSDB, todos citados nas delações premiadas da Odebrecht. Ele ainda vai requerer o  desmembramento para instâncias inferiores de casos envolvendo dezenas de políticos sem foro no STF (Supremo Tribunal Federal): entre eles,  os petistas e ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além dos ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, o marqueteiro João Santana, governadores, ex-governadores e ex-parlamentares. Dentro do governo, os alvos de inquérito devem ser os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). 

A PGR quer investigar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), o líder do partido e ex-presidente, Renan Calheiros (AL), e os senadores Edison Lobão (MA) e Romero Jucá (RR). Integram também a lista da procuradoria os tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), afirma o jornal. Em meio a esse cenário, Temer não quer demonstrar paralisia e procura avançar com as reformas no Congresso, ao mesmo tempo em que se prepara para enfrentar mais uma semana de desgaste na imagem do governo e que isso turbine as manifestações de rua programadas para esse mês. 

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Alto risco em Cuba

A Folha de S. Paulo também aponta que o Brasil assumiu um negócio de alto risco durante os governos Lula e Dilma Rousseff ao apoiar negócios da Odebrecht em Cuba, através de um empréstimo de US$ 230 milhões do BNDES para a conclusão do polêmico porto de Mariel. Segundo o jornal,  Lula ouviu os argumentos de Raúl Castro, presidente do país, e ignorou as recomendações dos técnicos brasileiros, dando seu aval ao empréstimo milionário.

Os técnicos do comitê interministerial que avalia os financiamentos para exportações brasileiras tinham dúvidas sobre a viabilidade de Mariel, por conta do embargo americano contra a ilha. Os documentos indicam que as pressões políticas para liberação dos financiamentos para os projetos da Odebrecht no país alimentaram desconforto na área técnica do governo, principalmente após a chegada de Dilma Rousseff à Presidência.  Nos governos Lula e Dilma, os financiamentos brasileiros para Cuba saltaram de apenas US$ 90 milhões para US$ 1,34 bilhão, incluindo empréstimos do BNDES e também do Banco do Brasil. 

Temer confirma Jucá como líder no Senado

 O presidente Michel Temer confirmou que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) será o novo líder do governo no Senado, cargo anteriormente ocupada por Aloysio Nunes, que se tornou ministro das Relações Exteriores. Para o lugar de Jucá, que ocupa a liderança do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSC-SE), recentemente destituído da vaga de líder do governo na Câmara.

Estratégia de Lula

Segundo o jornal O Globo, com receio de que o desgaste do PT provoque uma drástica diminuição da sua bancada na Câmara em 2018, o ex-presidente Lula elaborou plano para lançar os principais nomes do partido na disputa por uma vaga de deputado federal, de forma a diminuir os danos como redução de tempo de televisão e repasses do fundo partidário, o que pode inviabilizar o futuro da legenda. Porém, a estratégia está ameaçada pela resistência de alguns nomes,

De acordo com a publicação, pelo menos três nomes apontados pela cúpula do PT como possíveis puxadores de voto na disputa por uma vaga na Câmara colocam empecilhos para entrar na disputa. Dentre eles, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, ao ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro e ao ex-senador Eduardo Suplicy. Suplicy tem afirmado que gostaria de disputar o governo do estado, o Senado ou até uma prévia para a Presidência da República, se Lula não for candidato.  Já Tarso afirma que só aceitaria concorrer a deputado se fosse convocada uma Constituinte.

 Yunes X Padilha

Também segundo informações do jornal O Globo, o presidente Michel Temer quer tirar de si a pressão em relação à acusação de que o ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu dinheiro de propina da empreiteira Odebrecht para custear a campanha do PMDB. Ele estuda duas ações para se desvencilhar do constrangimento: Temer pretende estimular uma acareação entre José Yunes e Lúcio Funaro. A segunda ação é fazer com que o próprio Padilha pronuncie-se sobre o caso e atraia para si qualquer ônus pelo escândalo quando tiver condições de saúde para fazê-lo. 

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“Mudança de tom”

Após chegar a “ameaçar” o fim dos programas sociais caso a reforma da previdência não for aprovada, o Facebook do PMDB mudou o tom. Na nova postagem, do último sábado (4), o partido afirmou que a reforma garante os benefícios. Veja a postagem clicando aqui.