Política interna dificulta reformas na Grécia, mas BCE crê em resgate em junho

Governo e oposição não chegam a acordo sobre austeridade mas autoridade monetária do bloco segue confiante

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SÃO PAULO – As negociações para a implantação de medidas de austeridade fiscal na Grécia sofreram mais um revés nesta sexta-feira (27), quando o principal partido de oposição, Nova Democracia, rejeitou as propostas do primeiro ministro grego, George Papandreou. 

Impasse
Antonis Samaras afirma que as reformas propostas são apenas mais do mesmo e disse que não reagirá às chantagens que segundo ele o governo grego vem impondo, como por exemplo, a afirmação de que se não houver um resgate até 26 de junho o país caminhará para a moratória.

Ainda assim, Papandreou não deve convocar eleições e tudo indica que ele irá prosseguir com seus planos de reforma, que viabilizariam uma nova rodada de resgate ao país.

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BCE prevê mais € 3,3 bilhões em junho
Mesmo frente ao revés, Nout Wellink, diretor do banco central holandês e nome forte no BCE (Banco Central Europeu) afirmou à Bloomberg que está confiante em uma solução até meados de junho, que resultaria na injeção de € 3,3 bilhões na Grécia, que segundo ele optará por cumprir as condições até lá.

Wellink argumentou ainda que as exportações gregas já começam a sinalizar recuperação e houve evolução do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, fazendo com que seja mais fácil a tarefa do país de sair da grave crise fiscal que enfrenta há mais de um ano.

Análise técnica quase pronta
Para que isso seja possível, técnicos do BCE e do FMI (Fundo Monetário Internacional) devem terminar na próxima semana a revisão do progresso da situação fiscal grega, para ratificar, ou não, a viabilidade de um novo resgate, o que contraria a afirmação de Jean Claude Janker, do FMI, de que o órgão não teria condições de transferir o empréstimo dentro de um mês.