Política de impostos do governo é desaprovada por 54% da população, diz Ibope

Por outro lado, 55% dos entrevistados aprovam medidas de combate à inflação; segurança pública não é aprovada por 56%

SÃO PAULO – Pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pela CNI-Ibope mostra que cerca de 54% dos brasileiros desaprovam a atuação do governo Lula no que diz respeito aos impostos.

Em relação há três meses, o índice de desaprovação da política no setor permaneceu estável, enquanto a aprovação apresentou leve melhora, passando de 38% para 40% de junho para setembro deste ano. Ainda assim, os impostos seguem como uma das áreas mais criticadas pela população.

Esse quesito só perde em desaprovação para segurança pública, com 56%. Já a saúde também apresenta uma taxa de desaprovação de 54%. Em relação à última pesquisa, o índice das duas áreas diminuiu, já que estava em 59% e 57%, na ordem, enquanto a aprovação aumentou de 41% para 44% em saúde e de 38% para 42% para segurança pública.

Direto no bolso

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O combate à inflação, outro item avaliado pelo estudo, apresentou melhora na pesquisa do terceiro semestre.

Em junho, o percentual de aprovação subiu de 52% para 55%, enquanto a desaprovação caiu para de 41% para 39%.

Já em relação à taxa de juros, enquanto em junho a desaprovação era de 47% e a aprovação de 43%, no nono mês os índices passaram para 46% e 45%, respectivamente.

Outros elementos

Ao todo, a pesquisa do Ibope analisou nove áreas de atuação do governo, sendo que todas apresentaram melhora na avaliação, em comparação com junho. Em combate ao desemprego, por exemplo, a aprovação subiu de 50% para 55%, enquanto a desaprovação diminuiu de 46% para 42%.

Entre os outros itens avaliados, as políticas em relação ao meio ambiente tiveram alta de seis pontos percentuais na aprovação, atingindo 61%, ao passo que a desaprovação caiu três pontos percentuais, para 33%. A aprovação das políticas de educação, por sua vez, aumentou de 54% para 59%, sendo que a desaprovação diminuiu de 44% para 39%.

O combate à fome e pobreza também teve uma melhora na avaliação, com a aprovação passando de 60% para 68% entre junho e setembro, e a desaprovação caindo de 36% para 30%.