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Polícia Federal prende o governador do Amapá por esquema de desvio de verbas

Objetivo da operação é investigar o desvio para a Secretaria de Educação de Amapá de verbas federais destinadas à educação

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SÃO PAULO – A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (10) o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias, e outras 17 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que desviava verbas públicas da União destinadas à educação. Durante a tarde, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, Dôglas Evangelista Ramos, assumiu o governo do Estado em seu lugar. 

A operação “Mãos Limpas” cumpriu mandados contra empresários, servidores públicos e agentes políticos nos estados do Amapá, Pará, Paraíba e São Paulo. Os presos devem ser levados à Brasília, de acordo com a Polícia Federal. 

As investigações foram iniciadas em agosto do ano passado com a ajuda da Receita Federal, a Controladoria Geral da União e o Banco Central. Foram revelados indícios de desvio de recursos federais da Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundeb e do Fundef, fundos para a manutenção e desenvolvimento da educação básica e do Ensino Fundamental, respectivamente.

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Detalhes
Segundo a Polícia Federal, a maior parte dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as exigências legais e privilegiava empresas pré-selecionadas. O mesmo esquema de desvio foi descoberto em outros órgãos públicos, como o Tribunal de Contas do Estado do Amapá, a Assembleia Legislativa, a Prefeitura de Macapá, as Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

A operação mobilizou 600 policiais federais para cumprir 199 mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça com pedidos de prisão temporária, condução coercitiva e busca e apreensão.

Manifestações contra a corrupção em Dourados
Na véspera, a corrupção nas instituições públicas provocou protestos em uma sessão da Câmara municipal de Dourados (MS). Moradores protestaram jogando moedas e até um sapato contra vereadores que haviam sido detidos, e alguns deles liberados depois, pela Operação Uragano, coordenada pela Polícia Federal e o Ministério Público. Na mesma operação, foram presos também o prefeito e vice-prefeito da cidade.