"Rachadinhas"

Polícia faz operação em Belo Horizonte e procura esposa de Fabrício Queiroz

Márcia Oliveira Aguiar é considerada foragida desde quinta-feira, quando também foi decretada sua prisão

Fabrício Queiroz foto: Reprodução/SBT)

SÃO PAULO – O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Militar realizam, na manhã desta terça-feira (23), uma ação de buscas na casa da madrinha de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), preso na última quinta-feira.

A operação, feita em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro – órgão responsável pela condução das investigações sobre as suspeitas da prática de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual –, ocorre no bairro de São Bernardo, na Região Norte de Belo Horizonte.

Márcia Oliveira Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, é um dos alvos da ação. Ela é considerada foragida desde quinta-feira, quando também foi decretada sua prisão, mas ela não foi localizada e tampouco se apresentou à polícia.

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Segundo o site G1, a casa alvo da operação na capital mineira pertence à madrinha de Queiroz, dona Penha, que morreu neste mês. Agora vivem no local primas e sobrinha do ex-assessor. A suspeita é que Márcia tenha ido para essa casa.

O MP-RJ apura a suposta prática de “rachadinha” (a coação de subordinados à devolução de parte dos salários) no gabinete de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), à época em que o parlamentar exercia cargo de deputado estadual na Alerj.

O parlamentar seria o líder do esquema, que teria funcionado por mais de dez anos. O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que Flávio Bolsonaro teria lavado dinheiro oriundo das “rachadinhas” com transações imobiliárias e com a loja de chocolates da qual é sócio em um shopping na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Amigo de longa data do agora presidente, Queiroz atuou no gabinete de Flávio Bolsonaro de abril de 2007 a outubro de 2018. Ele é apontado pelos investigadores como operador financeiro dos ilícitos investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Sua filha Nathalia Queiroz foi funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro nos últimos dois anos de mandato como deputado federal.

De acordo com os investigadores, 11 ex-assessores de Flávio Bolsonaro “tinham relações de parentesco, vizinhança ou amizade” com Queiroz “e os repasses das parcelas de suas remunerações ao aludido investigado (…) em datas próximas aos pagamentos das remunerações da Alerj, alcançaram o montante de R$ 2.039.656,52”. Os recursos foram repassados como dinheiro em espécie (69%), transferências bancárias (26,5%) e depósitos em cheque (4,5%).

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