PoderData: 62% dos brasileiros culpam guerra no Irã pela alta dos combustíveis

Levantamento mostra que esforços do governo em desvincular imagem à alta do combustível surtiram efeito

Caio César

Bomba de combustível em um posto em Brasília
07/03/2022
REUTERS/Adriano Machado
Bomba de combustível em um posto em Brasília 07/03/2022 REUTERS/Adriano Machado

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Mais da metade dos brasileiros acredita que o principal responsável pelo aumento nos preços dos combustíveis é a guerra no Irã. Segundo a mais recente pesquisa PoderData, divulgada nesta quinta-feira (26), 62% dos entrevistados acreditam que o conflito causou a subida nos preços, enquanto 26% afirmam que a culpa é do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma pequena parcela dos entrevistados (8%) considera que os principais culpados são os próprios postos de gasolina. Apenas 4% não souberam responder.

O governo Lula enfrenta um desgaste na imagem com a percepção de piora no custo de vida nas pesquisas eleitorais. Para conter o dano, Lula tem implementado diversas medidas para tentar minimizar o impacto do aumento no preço dos combustíveis.

Entre elas, Lula propôs subsidiar parte do aumento, mas governos estaduais têm resistido a encabeçar medidas e renunciar de parte do orçamento para diminuir impostos sobre combustíveis, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O aumento os combustíveis também provocou uma grande preocupação no governo com a ameaça de greve dos caminhoneiros, motivada por queixas sobre o pagamento do piso do frete e o receio de um aumento drástico no preço do combustível.

Ainda na contenção, o governo prepara, nessa semana, um novo pacote de medidas voltado aos caminhoneiros para reduzir tensões na categoria e evitar uma paralisação nacional. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, as ações incluem mudanças nas regras de descanso obrigatório, reforço na fiscalização do frete mínimo e maior controle sobre o preço do diesel.

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O levantamento PoderData entrevistou 2.500 pessoas entre os dias 21 e 32 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.