PoderData: 36% dos eleitores considera “ótimo” o trabalho de Haddad na Fazenda

Ex-ministro da Fazenda deixa pasta com saldo positivo na visão pública

Caio César

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, 13 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, 13 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado

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Para 36% dos brasileiros, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) fez um trabalho considerado “ótimo” ou “bom” no comando do Ministério da Fazenda. É o que aponta o levantamento PoderData, divulgado nesta quinta-feira (26).

Para 33% dos entrevistados, a gestão do petista foi considerada como regular, enquanto 21% a classificam como “ruim” ou “péssima”. Somente 10% não souberam opinar.

Na série histórica, os resultados da pesquisa apresentam um avanço positivo na gestão do petista à frente da pasta. Em junho de 2025, 32% avaliavam positivamente, o que representa um aumento de 4 pontos percentuais no resultado desta quinta-feira.

A gestão de Haddad no Ministério da Fazenda, que assumiu no início de 2023 com o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi marcada pela substituição da regra do teto de gastos públicos, que vigorava desde o governo do presidente Michel Temer, por um novo arcabouço baseado em metas fiscais, a tributação dos mais ricos e a isenção do imposto de renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil.

Sob seu comando, ainda foram criadas ou elevadas taxações sobre combustíveis, apostas esportivas, compras internacionais, fundos exclusivos e offshore, veículos elétricos, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP), entre outros.

O ex-ministro deixou a pasta para poder se dedicar à disputa em São Paulo após pedido do presidente Lula, que precisa buscar palanques estaduais sólidos.

O levantamento PoderData entrevistou 2.500 pessoas, entre os dias 21 e 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.