PMDB vai pedir Ministério da Agricultura ao presidente Lula nesta quarta-feira

Depois de reivindicar o da Integração, agora é a vez de o partido pedir ao presidente o Ministério da Agricultura

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SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (14), o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar a lista final de reivindicações do partido para a montagem do novo quadro ministerial.

Além de querer confirmar as permanências de Hélio Costa no Ministério das Comunicações e de Silas Rondeau no Ministério de Minas e Energia, o dirigente do PMDB vai pedir ao presidente uma maior representatividade à ala de deputados do partido.

Pasta da Agricultura

O objetivo agora é o de arrematar o Ministério da Agricultura. Para isso, o partido já tem três nomes cotados para assumir a pasta: o do deputado Waldemir Moka (MS), o do deputado Eunício Oliveira (CE), e o do deputado Fernando Diniz (MG).

Geddel Vieira Lima (BA) está praticamente garantido à frente do Ministério da Integração Nacional, mas a legenda não reconhece a indicação de José Gomes Temporão para a Saúde como cota da Câmara. “O presidente nos disse que promoveria o equilíbrio do PMDB na Câmara e no Senado. O que queremos é saber quais são os dois espaços da bancada na reforma”, afirma o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

Lula diz não ter pressa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que não tem pressa para anunciar a reforma ministerial do seu segundo mandato. Inicialmente, o anúncio estava previsto para dezembro. “Eu não tenho pressa, não tenho data, ninguém está me cobrando nada. É um problema meu, que vou fazendo na medida que achar que devo fazer”, afirmou nesta manhã em São Paulo.

O presidente elogiou ainda o comportamento ponderado do PT nas negociações sobre a montagem de sua nova equipe. O partido cogitou a possibilidade de perder cargos na reforma ministerial. “O PT já tem a presidência da República e, portanto, tem que fazer composição com outras forças políticas”, completou Lula.