Política

PMDB e oposição discutem caminhos para deflagrar queda de Dilma; partido sonda gestão Temer

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, integrantes do PMDB procuraram FHC e Aécio para saber sobre possível aliança num governo Michel Temer, caso Dilma saia do poder; partido e oposição discutem alternativas para deflagrar impeachment de Dilma, informa Folha

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SÃO PAULO – Alguns integrantes do PMDB procuraram membros da cúpula do PSDB sobre um apoio caso Michel Temer, vice-presidente da República, assuma o governo no lugar da presidente Dilma Rousseff em caso de impeachment, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. 

Estes peemedebistas avaliam que Dilma dificilmente escapará no segundo semestre do processo no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as “pedaladas fiscais” nas contas do governo no ano passado, que consiste em atraso nos pagamentos a instituições como bancos públicos para melhorar as contas do governo. Outro fator de instabilidade é a delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa na Operação Lava Jato, que cita ministros como receptores de recursos de caixa 2 para campanhas eleitorais.

O primeiro a ter sido procurado por um integrante da Executiva Nacional do PMDB sobre uma aliança informal no momento foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, há dez dias, informa o jornal; FHC teria dito que apoiaria uma coalizão, segundo um peemedebista. Porém, ao jornal, o ex-presidente negou que tenha participado de conversas sobre o assunto e afirmou que nem caberia a ele cogitar o que não está na pauta, “apesar de estar preocupado, como qualquer brasileiro, com a instabilidade atualmente prevalecente na política nacional”. 

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Também foi feita uma sondagem ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) nesta semana e o tema central foi o processo no TCU. A assessoria de imprensa do senador não respondeu ao pedido do jornal de comentários sobre essa sondagem. 

Cabe lembrar que Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, e Edinho Silva, da Comunicação Social, ambos citados por Pessoa, tentaram conter movimentações na legenda pela saída de Temer da articulação política. Mercadante havia pedido a saída do vice da articulação em junho. As movimentações do PMDB neste sentido não têm sido feitas por Temer, segundo relatos ouvidos pelo jornal; já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vem defendendo essa alternativa.

segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, as principais lideranças da oposição e do PMDB discutem abertamente dois caminhos possíveis movimentos para deflagrar a queda de Dilma já em agosto. Há quem defenda a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE e a convocação de novas eleições em três meses e outros que defendem uma “saída Itamar”, com a saída da presidente e Temer assumindo como um governo de repactuação nacional.

Na saída pelo TSE, está a ala do PSDB ligada a Aécio Neves, que acredita que o senador venceria as eleições dado o recall de 2014. Quem defende a segunda alternativa é o PMDB do Senado, ministros de tribunais superiores, juristas e senadores tucanos como José Serra. 

Ministros do TSE dizem que o tribunal é majoritariamente favorável a convocar novas eleições em caso da chapa ser cassada, descartando a possibilidade de Aécio, segundo colocado no ano passado, assumir sem um novo pleito.