Perspectivas

Planos de Temer, nova meta fiscal e 100 resultados darão o tom do mercado na próxima semana

Enquanto a agenda de indicadores perde força, temporada de resultados atinge seu ápice, com mais de 10 balanços por dia

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SÃO PAULO – Conquistada a vitória contra a denúncia de corrupção, o governo agora passa a analisar os próximos passos para conseguir aprovar as reformas, principalmente a da Previdência, o mais rápido possível. Para isso, a próxima semana promete ser bastante movimentada, com o presidente Michel Temer articulando sua estratégia para ter o apoio necessário. Enquanto isso, a temporada de resultados ganha destaque no cenário corporativo, ao passo que a agenda de indicadores fica mais tranquila.

Temer já está em ação e vai se reunir com o núcleo duro do Planalto no fim de semana para estabelecer agenda de prioridades no Congresso, além de um cronograma de ação para tramitação da reforma da Previdência, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A expectativa do governo é votar a Previdência até o fim de outubro.

De acordo com a publicação, o governo vai definir como encaminhar a votação de medidas provisórias consideradas prioritárias, como as do Refis, da reoneração da folha e de terras para estrangeiros. Já o jornal O Estado de S. Paulo aponta que parlamentares da base aliada querem concentrar esforços nas próximas semanas na aprovação da reforma política, porque essas medidas precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado em 60 dias para que tenham validade já nas eleições de 2018.

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Outro evento importante que o mercado irá acompanhar diretamente será a possível revisão da meta fiscal. Diante das seguidas frustrações com as receitas do governo, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, admitiu que na próxima semana poderá ocorrer um anúncio de mudança da meta.

“Estamos tendo uma frustração continuada de receitas, nós já tínhamos rebaixado a previsão para a repatriação e a arrecadação veio ainda mais baixa do que prevíamos, mas vamos avaliar na próxima semana e avisaremos”, afirmou sobre a possível alteração.

Por fim, na agenda política, o andamento da Medida Provisória que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) para remunerar os contratos de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) a partir de 1º de janeiro de 2018 segue no radar. O tema está em discussão no Congresso e estão convocadas reuniões da Comissão Mista para 8 e 9 de agosto.

Agenda de indicadores e resultados
Com uma agenda um pouco mais tranquila, o principal indicador da próxima semana será o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, na quarta-feira (9) às 9h (horário de Brasília). Após deflação de 0,23% em junho, o dado deve acelerar para 0,17%, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg. Para o UBS, o aumento do imposto sobre gasolina e energia elétrica trarão pressão ao dado. Por outro lado, preços de alimentos e de bens e serviços devem ajudar a minimizar alta.

No exterior, atenção fica para os dados da China, principalmente a balança comercial indicadores de investimento estrangeiro e reservas. Nos Estados Unidos, na segunda-feira (7) e na sexta (11), diversos dirigentes do Federal Reserve irão discursar, fato que ganha importância após o relatório de emprego mais forte que o esperado, dando uma pequena luz para a possibilidade de novas altas de juros no país este ano.

Vale ficar atento ainda à reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que ocorre na segunda e na terça-feira para discutir o cumprimento dos cortes no petróleo. Os preços da commodity tiveram uma forte recuperação nos últimos dias, mas especialistas seguem indefinidos sobre o futuro do barril.

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Por fim, destaque para a temporada de resultados corporativos do segundo trimestre, em especial a Petrobras, que apresenta seus números na quinta-feira (10) após o fechamento do mercado. Entre outros balanços estão ainda: BB Seguridade, M. Dias Branco, Gol, Gerdau, Oi, Ultrapar e Banco do Brasil. No total, serão cerca de 100 resultados em cinco dias.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.