Plano de Obama para o setor financeiro promete gerar queda de braço com bancos

Presidente dos EUA pretende criar uma agência reguladora para proteger consumidores de hipotecas e cartões de crédito

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SÃO PAULO – O novo programa de Barack Obama, direcionado para o setor financeiro norte-americano e que será divulgado na próxima quarta-feira (17), promete gerar uma queda de braço com grandes bancos do país.

A questão que está gerando mais polêmica com as instituições e lobistas do país está ligada diretamente com os bolsos e os interesses dos consumidores dos Estados Unidos e se refere à criação de uma agência especial para proteção dos detentores de cartões de crédito e também de hipotecas.

Obama descreve a atuação do órgão da seguinte forma: “quando você compra uma torradeira, e ela explode na sua cara, existe uma lei que diz, ‘suas torradeiras precisam ser seguras’. Quando você adquire um cartão ou uma hipoteca, não existe lei que diga, ‘se ela explodir na sua cara, financeiramente, de alguma maneira você estará protegido”.

Poder para os poderosos

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Justamente a criação dessa nova agência que está provocando indignação por parte de alguns bancos. A queda de braço de poderes entre os órgãos do governo e onde essas instituições já detém uma boa parcela de influência promete aquecer os debates no Congresso.

Segundo Steve Bartlett, presidente da Financial Services Roundtable, um grupo de lobista que advoga em favor dos bancos, a medida é também “ruim para os consumidores”. Em sua opinião, o governo deve dar o poder para proteger os consumidores para uma agência que tem “verdadeiro poder”.