Plano de ajuda ao setor financeiro será votado pelo Senado dos EUA

Após ser rejeitado pela Casa dos Representantes, plano sofre algumas modificações; FDIC pode garantir maiores depósitos

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SÃO PAULO – Com algumas alterações em relação ao projeto previamente rejeitado pela Casa dos Representantes, o Senado norte-americano deverá votar nesta quarta-feira (1) o plano de ajuda aos mercados financeiros de US$ 700 bilhões.

As pressões pela aprovação do plano ganharam força desde a derrota no plenário da Casa, dado o desempenho desastroso dos mercados na segunda-feira, os quais passaram uma idéia mais concreta a muitos congressistas sobre as possíveis conseqüências de um alastramento da crise.

Novos caminhos

Deste modo, um dos caminhos possíveis para a retomada das negociações foi a apresentação do projeto ao plenário do Senado, que não será totalmente renovado nas próximas eleições e sofre menor pressão por parte dos eleitores.

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Considerada por muitos como uma maneira de tornar o pacote mais palatável ao eleitor, a nova versão do plano contém a elevação da garantia de depósitos de indivíduos assegurados pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corp), dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil. Por outro lado, a medida pode aumentar a confiança no sistema financeiro.

A fim de conquistar a ala conservadora do partido republicano que se opõe ao plano intervencionista, também deverá passar pela avaliação do plenário a extensão por dois anos dos incentivos fiscais ao setor privado, adotadas no início do governo de George W. Bush.

Embate

Caso aprovado, a pressão sobre a Casa dos Representantes aumentará para que reveja sua posição anterior. No entanto, membros da casa baixa do parlamento chegaram a manifestar que isto seria mais um desrespeito à instituição, sugerindo que o Governo não deveria utilizar-se desta tática.

No entanto, o projeto possui o apoio de lideranças de ambos os grandes partidos do país – Republicano e Democrata -, além do apoio dos candidatos à presidência, Barack Obama e John McCain, que adotaram postura mais explícita após os graves distúrbios ocorridos após a rejeição da última segunda-feira (29).

Em respeito ao feriado do ano novo judaico, a votação somente ocorrerá à noite, o que deve aguçar as expectativas dos mercados durante toda a sessão.