Acusação

Planilha da Camargo Corrêa com doações é “absolutamente falsa”, diz Temer

"Isso é espantoso, já repudiei", falou o vice-presidente da República em evento realizado em São Paulo pelo Lide

SÃO PAULO – A Polícia Federal apreendeu na sede da Camargo Corrêa documentos que continham nomes de políticos como o do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que aparece relacionado a duas obras: a duplicação da rodovia em Praia Grande e uma obra de pavimentação em Araçatuba, ambas estimadas em US$ 18 milhões. Questionado sobre seu nome na planilha, Temer disse que o documento é “absolutamente falso”. 

“O documento cita deputados de uma época que eu nem era deputado, no período de 1990 a 1994, quando fui procurador-geral do Estado, depois Secretário de Segurança e Chefe da Casa Civil do Estado em São Paulo. Só voltei a Brasília em abril/maio do ano das eleições. Isso é espantoso, já repudiei isso”, disse o vice-presidente em evento do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) realizado nesta quarta-feira (10), em São Paulo. 

Ele disse ainda que não sabe de onde surgiu a planilha, citando que não queria dizer nada sobre os diretores da Camargo Corrêa. “Isso é uma coisa irresponsável. No passado já houve algo parecido e eu interpelei. À época eu recebi uma declaração do então advogado da empresa Márcio Thomaz Bastos e não havia absolutamente nada. Até estranhei essa notícia agora”, comentou.

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As informações sobre o nome de Temer além de políticos como do ex-governador de São Paulo Mário Covas (PSDB) e do deputado federal José Aníbal (PSDB) foram divulgadas na terça-feira pelo site da revista Época. O documento relaciona Temer a dois pagamentos de US$ 40 mil, Aníbal aparece relacionado a três pagamentos que somam US$ 90 mil. A Polícia Federal suspeita que os valores se referem ao período de 1990 e 1995.