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O Palácio do Planalto afirmou nesta quinta-feira (3) que não houve gastos públicos com a viagem da primeira-dama Janja Lula da Silva ao Japão, realizada em março.
A ida de Janja ao país asiático — uma semana antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — gerou críticas de opositores, que questionam sua presença em agendas internacionais, mesmo sem exercer cargo oficial.

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A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) informou que Janja embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), integrando a chamada “equipe precursora” — grupo técnico responsável por preparar a recepção presidencial no exterior.
A pasta ressaltou que a primeira-dama se hospedou na residência oficial da embaixada do Brasil em Tóquio, sem gerar despesas com hotel, e que, por não ocupar cargo público, não recebe diárias.
A explicação foi dada após a publicação do Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (1º), que trouxe o nome de Janja como a primeira da lista de 23 integrantes da comitiva presidencial. Ao lado, a rubrica “sem ônus” indicava que sua participação não representou custos ao erário — mesma classificação atribuída ao embaixador do Brasil no Japão, Octávio Henrique Côrtes.
Apesar das explicações, a presença de Janja voltou a ser alvo da oposição, que questiona os gastos com sua equipe de assessores. Segundo levantamento do Poder360, os custos anuais do staff da primeira-dama giraram em torno de R$ 1,9 milhão em 2023 e 2024. O desconforto aumentou com o fato de Janja ter desembarcado no Japão no dia 18 de março, uma semana antes da chegada do presidente, e sem anúncio oficial.
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Durante entrevista antes de deixar Tóquio rumo a Hanói, Lula saiu em defesa da esposa. “Janja não é clandestina. Vai continuar fazendo o que ela gosta”, declarou o presidente, ao minimizar as críticas e reforçar o papel ativo da primeira-dama em agendas sociais e culturais do governo.