Em Minas Gerais

Pimentel mostra auditoria e diz que houve “ausência de gestão”; PSDB fala em manipulação

Governador petista de Minas Gerais apresentou dados sobre gestões passadas; PSDB fala que houve manipulação dos dados

Na última segunda-feira (6), o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel foi a público para apresentar dados de uma auditoria sobre administrações anteriores para questionar “o choque de gestão” de seus antecessores, os tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia.

“No geral, o diagnóstico aponta um cenário grave, com destaque para o déficit no orçamento da ordem de R$ 7,2 bilhões, com milhares de obras paralisadas, pagamentos de fornecedores atrasados, crescente desigualdade regional e um Estado onde há uma carência de planejamento estratégico para crescer de forma sustentável”, afirma o texto.

O governo prevê um déficit de orçamento de R$ 7,3 bilhões em 2015, sendo que R$ 1,1 bilhão refere-se a despesas de exercícios anteriores não pagas. E o déficit foi de R$ 2,2 bilhões em 2014.

PUBLICIDADE

“O que o estado tem a oferecer é um déficit. Ele não caiu do céu. Vem sendo construído. Não estamos falando de um governo que ficou três meses, seis meses. Estamos falando de um governo que ficou aí anos”, afirmou Pimentel.

Os números foram revelados no site Diagnóstico MG, que divide o balanço em dez tópicos e, segundo o governo, “apresenta a situação básica, os principais problemas e algumas propostas de ação”.

Pimentel ainda afirmou que há cerca de cinco centenas de obras paradas no estado. O site criado para divulgar os dados da auditoria afirma que há 346 obras próprias do Estado paradas e outras 151 feitas em parceria “às moscas”. De acordo com ele, a situação do estado hoje “é muito grave” por causa da “ausência da gestão e gerenciamento nos anos anteriores”. 

Em nota, o PSDB de Minas contestou as alegações e disse que houve “manipulação”. “O governo Fernando Pimentel protagonizou hoje um lamentável esforço para desviar a atenção da opinião pública de Minas Gerais do verdadeiro estelionato eleitoral praticado pelo PT também em nosso Estado ao prometer ações que sabiam não conseguiriam cumprir”.

A nota afirma que “o governador e seus secretários mobilizaram a atenção dos mineiros simplesmente para criticar adversários políticos. Para isso manipularam e sonegaram informações, retiraram números de seus contextos reais e justificaram a paralisia e a falta de rumo da atual administração”.

Era esperado que após 90 dias o governo Pimentel fosse capaz de apresentar aos mineiros os programas e os rumos que pretende imprimir ao Estado nos próximos quatro anos. Nada disso ocorreu. 

PUBLICIDADE

 O governo que prometeu o diálogo retirou da mesa de negociações o Sindicato dos Servidores do Estado (SindPúblicos). Tentou acabar com a Ouvidoria Geral do Estado independente, sendo forçado pela sociedade a voltar atrás. O governo que prometeu transparência retirou do ar a atualização do Portal de Transparência do Estado. O governo que prometeu responsabilidade acaba de ser denunciado pelo Sindicato dos Fiscais da Fazenda (Sindifisco) por ter omitido do Orçamento a receita de R$ 1,5 bilhão que receberá a mais de ICMS em razão do aumento da tarifa de energia”, disse a nota.