Política

PGR deverá tomar uma decisão “dura” sobre caso JBS, diz Rodrigo Maia

“As investigações vão esclarecendo algumas polêmicas em relação à JBS. Mas acho que a procuradoria vai tomar a decisão correta", afirmou

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (7) que acredita que a PGR (Procuradoria-geral da República) tome uma decisão “dura” e “correta” sobre os novos desdobramentos do caso JBS.

“As investigações vão esclarecendo algumas polêmicas em relação à JBS. Mas acho que a procuradoria vai tomar a decisão correta. Ela tem tomado decisões duras. Não tenho dúvida de que, depois de ouvir os delatores hoje e o ex-procurador [Marcelo Miller], amanhã vai tomar a decisão dura, como tomou em outros casos”, disse Maia, disse o deputado após o desfile de 7 de setembro em Brasília.

Perguntado sobre como o caso poderia influenciar na aceitação de eventual denúncia do procurador-geral, Rodrigo Janot, contra Temer, Maia disse que essa é uma questão de soberania da Casa que preside.

PUBLICIDADE

“A denúncia pode ser aceita ou não, como a primeira. Respeitamos os poderes, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Executivo e a PGR. Nada tem descrédito. Agora, os deputados podem ter convencimento ou não de que há ou não, elementos para aceitar a denúncia. Temos a soberania de decidir se aceitamos ou não”, afirmou.

O presidente da Câmara disse ainda que a Casa respeita as decisões da PGR, sobre uma eventual nova denúncia contra Temer, mas que a decisão caberá aos deputados. “Nenhuma decisão da PGR tem descrédito. Ela [denúncia] pode ser aceita ou não como a primeira”, disse. “Nós respeitamos a PGR e temos a soberania de decidir por maioria.”

Maia reiterou também sua intenção de avançar nas pautas das reformas política e da Previdenciária, e que, nesse sentido, acredita que o governo já tem base suficiente para colocar as matérias em votação. Ele projetou um cenário de votação da reforma para outubro deste ano e disse que, para isso, o governo precisa ajudar a Câmara a garantir o quorum necessário para aprovar o projeto.

(Com Agência Brasil)