Procuradoria

PGR denunciará Lula ao Supremo até o início de maio, diz Época

Segundo a revista, Procuradoria já vê indícios de crime na conduta de Lula, que teria tentado comprar o silêncio de Cerveró

SÃO PAULO – A PGR (Procuradoria-Geral da República) usará o termo de delação premiada do ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), Diogo Ferreira, para encorpar a denúncia que prepara contra Lula, de acordo com fontes ouvidas pela revista Época. Segundo a revista, Procuradoria já vê indícios de crime na conduta do ex-presidente, que teria tentado comprar o silêncio do ex-diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

As informações sobre os pagamentos feitos filho do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, para financiar a família do ex-diretor internacional da Petrobras, constam do documento da delação firmado por Ferreira e homologado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki. Segundo a revista, a denúncia será apresentada pela PGR ao STF até o começo de maio.

O ex-chefe de gabinete conta na delação os encontros que teve com o filho de Bumlai, para receber dinheiro e repassá-lo à família de Cerveró por meio do advogado do ex-diretor da Petrobras, Edson Ribeiro. O cuidado especial do senador com a família de Cerveró era em parte, de acordo com o delator, pela preocupação de Lula sobre as informações que poderiam surgir a partir de uma delação de Cerveró. Em delação, Delcídio afirmou que Lula seria o principal articulador da estratégia de “comprar o silêncio” do ex-diretor da Petrobras, enquanto Lula se defendeu das acusações e negou que tenha atuado para impedir que Cerveró fechasse delação premiada. 

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De acordo com Ferreira, o filho do pecuarista repassou a ele R$ 150 mil com destino à família Cerveró e foram três entregas de R$ 50 mil; Diogo apresentou, como provas de corroboração, mensagens trocadas com operadores de Bumlai e o filho dele, combinando os encontros para buscar o dinheiro. 

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