Operação Acrônimo

PF suspeita que empresa de esposa de Pimentel é fantasma; governador diz que ela é “vítima”

Governador de MG negou o envolvimento da esposa, Carolina Oliveira, em esquema de lavagem de dinheiro, em uma entrevista coletiva

SÃO PAULO – A mais nova Operação deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (1) trouxe novos desdobramentos neste último final de semana. 

Segundo informações apuradas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a investigação da PF aponta que o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tentou ocultar ser dono do avião apreendido no âmbito da Operação Acrônimo, destinada a apurar esquema de lavagem de dinheiro por meio de contato com o poder público.

Bené disse que a aeronave pertencia a um amigo e ele arcava apenas com os custos de combustível. Contudo, quando foi preso na sexta-feira, ele confessou ser sócio da empresa proprietária do avião.

PUBLICIDADE

Além disso, destaque para a fala do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel no último sábado. Ele negou o envolvimento da esposa, Carolina Oliveira Pimentel, em esquema de lavagem de dinheiro, em uma entrevista coletiva. “Esta é uma definição inverídica, absolutamente inverídica. Portanto a Carolina está sendo vítima de um erro, um equívoco”, afirmou Pimentel.

Na sexta-feira, a Polícia Federal fez buscas em imóvel da primeira-dama de Minas Gerais. O apartamento é situado na Asa Sul, em Brasília. 

Carolina trabalhava como assessora de imprensa de Pimentel no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior antes de se casar com ele. Ela era contratada por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), órgão vinculado ao ministério liderado, na época, pelo petista. A ação da polícia na sexta-feira ocorreu no endereço onde Carolina vivia antes de Pimentel ser eleito governador. Atualmente, a primeira-dama mora no Palácio dos Mangabeiras, em Belo Horizonte, residência oficial do governador do estado.

A PF suspeita que a empresa Oli Comunicação e Imagens, de Carolina Pimentel, seja “fantasma”. A afirmação consta em documento enviado à PF pela Justiça e destaca que a empresa funcionava em local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que está sendo investigada.