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O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Brasília pela Polícia Federal em nova fase da Operação Compliance Zero. O executivo é acusado de liberar a compra de ativos do banco Master sem seguir as diretrizes de compliance do banco público.
Indicado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (PL), Costa deixou o comando do BRB em novembro por ordem da Justiça após a primeira fase da operação.
A PF cumpre 7 mandados no Distrito Federal e em São Paulo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou o mandado após a PF informar que detectou o pagamento de propina ao executivo pela venda de ativos do Master ao BRB por meio da aquisição de imóveis. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, os repasses chegariam a R$ 140 milhões.
Segundo a PF, um advogado ligado a Paulo Henrique, acusado de montar uma estrutura de lavagem de dinheiro, também é alvo da operação.
Também foi preso em São Paulo o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo a Daniel Vorcaro. Ele teria sido o responsável por montar a estrutura da operação de lavagem de dinheiro para o repasse de propina ao ex-presidente do BRB. A defesa dele ainda não se manifestou.
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Relembre o caso
O Banco Regional de Brasília injetou R$ 12 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro, comprando carteiras de crédito consignado fraudulentas. A operação deu prejuízo bilionário ao BRB, que ainda não calculou a cifra final e adiou a divulgação do seu balanço de 2025.
A terceira fase havia sido deflagrada em 4 de março e resultou na prisão de Vorcaro, após a investigação detectar diálogos nos quais ele ordenava ataques a adversários e tinha uma espécie de milícia armada. Atualmente, ele negocia um acordo de colaboração premiada com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
(com Estadão Conteúdo)