Operação Lava Jato

PF gastou 5 horas em buscas na casa de Cunha; veja quem mais foi alvo da Catilinárias

As buscas também foram realizadas nas residências do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), do senador Edison Lobão (PMDB-MA) e de Fernando Bezerra (PSB-PE); Celso Pansera e Henrique Eduardo Alves também foram alvos

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Em mais uma fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (15) mandado de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília. Além disso, a Polícia também cumpriu mandados na casa do peemedebista no Rio de Janeiro. A busca na residência de Cunha foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o celular de Cunha foi apreendido. 

Ao menos 12 policiais e três viaturas foram deslocados para a casa dele em Brasília e a busca foi encerrada após mais de cinco horas. Os policiais chegaram por volta das 5h50, acompanhados de alguns agentes da Polícia Legislativa e concluíram a Operação por volta das 11h20. A ação foi batizada de Catilinárias.

A pedido da Polícia Legislativa, um chaveiro foi enviado à residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, onde ficou por cerca de 20 minutos, deixando o local por volta das 10h20. Ele não deu detalhes sobre o serviço prestado, mas confirmou que abriu um cofre no local.  

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As buscas também foram realizadas nas residências do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do senador Edison Lobão (PMDB-MA). O ministro da Ciência e Tecnologia Celso Pansera é alvo de busca em Duque de Caxias (RJ), e do Turismo, Henrique Eduardo Alves, no Rio Grande do Norte. Além deles, Fábio Cleto, aliado de Cunha que ocupou uma das vice-presidências da Caixa até recentemente, também foi alvo de busca, em São Paulo. A PF também confirmou que cumpriu mandados no Ceará e no Rio de Janeiro referentes ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Mais tarde, foi confirmada a realização de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Fernando Bezerra (PSB) em Pernambuco. Bezerra é ex-ministro da Integração.  Agentes da Polícia Federal (PF) também fizeram operação de busca e apreensão de documentos na Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados. 

 Em agosto, Cunha foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal), acusado de ter recebido propina no valor de pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sonda da Petrobras entre junho de 2006 e outubro de 2012. O STF ainda não decidiu se acolhe ou não as denúncias, o que não o faz réu, e sim investigado. 

O objetivo da operação da PF é fazer a coleta de provas nos inquéritos que apuram se Cunha cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A assessoria de Cunha informou que ele está na residência oficial e que um de seus advogados acompanha o trabalho da PF. A princípio, a defesa de Cunha informou que não se manifestará porque ainda está tomando conhecimento da decisão. 

Com relação a Edison Lobão, o senador e ex-ministro teria pedido, de acordo com delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, entregar R$ 2 milhões para a ex-governadora Roseana Sarney para a campanha do governo do Maranhão em 2010. A defesa do senador afirmou que não iria se manifestar quando a denúncia apareceu. 

No total, a PF cumpriu 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

Confira os 17 nomes dos alvos da operação desta terça: Aldo Guedes, Alexandre Santos (PMDB-RJ), Altair Alves dos Santos, Aníbal Gomes (PMDB-CE), Áureo Lídio, Celso Pansera (PMDB-RJ), Denise Santos, Djalma Rodrigues de Souza, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Eduardo da Fonte (PP-PE), Edison Lobão (PMDB-MA),Fábio Ferreira Cleto, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Lúcio Funaro, Nelson Bornier (PMDB-RJ) e Sérgio Machado.

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