Investigação

PF faz busca e apreensão no escritório de filho de Lula pela Operação Zelotes

Até hoje, já tiveram prisão preventiva decretada cinco suspeitos de envolvimento com manipulações do resultado de julgamentos no Carf, conhecido também como "tribunal da Receita" e vinculado ao Ministério da Fazenda

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SÃO PAULO – A Polícia Federal foi autorizada a fazer busca e apreensão na LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, conforme informaram fontes ligadas às investigações da quarta etapa da Operação Zelotes ouvidas pelo G1 na manhã desta segunda-feira (26). Segundo o portal de notícias, os políticas já foram à empresa, que teria ligação com outra consultoria investigada na mesma operação – a Marcondes e Mautone. O filho de Lula também é proprietário da Touchdown Promoções e Eventos Esportivos.

Conforme informou a Folha de S. Paulo, escritórios de advocacia de São Paulo entraram e alerta máximo nesta manhã ao receberem a informação sobre as buscas e apreensões da nova etapa da Operação. Advogados de Luis Claudio, no entanto, disseram que não haviam sido formalmente informados a respeito. De acordo com informações d’O Estado de S. Paulo, a LFT teria recebido pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471, que prorrogava incentivos fiscais ao setor automotivo, durante o governo Lula. Luiz Claudio confirma o recebimento de R$ 2,4 milhões, mas defende que os valores são referentes a serviços prestados a uma empresa de Marcondes.

Até hoje, já tiveram prisão preventiva decretada cinco suspeitos de envolvimento com manipulações do resultado de julgamentos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), conhecido também como “tribunal da Receita” e vinculado ao Ministério da Fazenda. Entre os detidos, destaque para o próprio Mauro Marcondes Machado, vice-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Segundo a Folha, outros presos seriam Alexandre Paes dos Santos, apontado como lobista que intermediava contratos entre conselheiros do Carf, e José Ricardo da Silva, sócio da empresa SGR.

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Segundo comunicado da PF, cerca de cem policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva no Distrito Federal, em São Paulo, Piauí e Maranhão. Conforme informa O Globo, a nova etapa da operação aponta que um consórcio de empresas também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automotivo. A Operação Zelotes foi deflagrada em 26 de março, com prejuízos somados de ao menos R$ 5,7 bilhões aos cofres públicos até o momento.

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