Propina

PF diz que marqueteiro do PT recebeu R$ 21,5 mi da Odebrecht após reeleição de Dilma

Para o delegado Márcio Anselmo, que apresentou o relatório, a "inserção de codinomes é claro indicativo de trata-se de operação à margem da contabilidade da empresa"

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SÃO PAULO – A Polícia Federal apontou em relatório que o marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, receberam pelo menos R$ 21,5 milhões do “departamento de propina” da Odebrecht entre outubro de 2014 e maio de 2015, ou seja, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Em documento encaminhado ao juiz federal Sérgio Moro na noite de terça-feira (22), a PF listou todos os repasses lançados na planilha controlada pela ex-secretária da Odebrecht Maria Lucia Tavares, que fez acordo de delação premiada, em nome do codinome “Feira”. O termo era usado, segundo ela confessou, para identificar João Santana e a mulher, que são da região de Feira de Santana, na Bahia.

Para o delegado Márcio Anselmo, que apresentou relatório de indiciamento do casal, a “inserção de codinomes é claro indicativo de trata-se de operação à margem da contabilidade da empresa, buscando ‘mascarar’ pagamentos não contabilizados de forma oficial”. Há ainda o registro de senhas que eram usadas pelos entregadores do dinheiro.

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João Santana e a mulher estão presos em Curitiba desde 23 de fevereiro, desde que foram alvo da 23ª fase da Lava Jato – batizada de Operação Acarajé. Santana foi o marqueteiro da campanha de reeleição de Dilma Rousseff, em 2014, da campanha de 2010 e da campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

A defesa do marqueteiro do PT diz que João Santana é inocente. O advogado Fábio Tofic sustenta que os recebimentos da Odebrecht alvo do inquérito foram por serviços fora do Brasil. Mônica Moura trocou seu advogado no mês passado e tenta um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

Agência Estado

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