Nova operação

PF cumpre mandados determinados pelo STF; Renan Calheiros e Eduardo Braga entre os alvos

Ações atendem às determinações do ministro Edson Fachin

(Pedro França/Agência Senado)
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Várias equipes da Polícia Federal (PF) cumprem desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (5) mandados judiciais de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens por determinação do Supremo Tribunal Federal, em investigação em curso na Corte.

A PF informou ainda, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que as ações atendem às determinações do ministro Edson Fachin, que assina as ordens judiciais, e que não divulgará detalhes das medidas.

O STF tem competência sobre apurações envolvendo investigados com foro privilegiado.

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Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) foram intimados a depor sobre os fatos apurados na operação. O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), também é alvo da operação.

Em nota divulgada pela defesa de Eduardo Braga, os advogados José Alberto Simonetti e Fabiano Silveira esclareceram que o parlamentar recebeu esta manhã uma solicitação do delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (Supremo Tribunal Federal) e que o senador já fez contato para ajustar a data do depoimento.

“O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação”, ressaltou a defesa do parlamentar. “Nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga”, garantiram os advogados.

Já a assessoria de imprensa do senador Renan Calheiros informou que hoje, às 7h32, ele recebeu um delegado da Polícia Federal em sua residência para entregar intimação de depoimento no mesmo inquérito de Braga. “O senador afirmou que está à disposição e que é o maior interessado no esclarecimento dos fatos”, diz nota dos assessores de Renan.

Segundo Luiz Henrique Machado, advogado de Renan, o parlamentar recebeu a intimação em Maceió, mas não há cumprimento de mandados judiciais em endereços ligados ao emedebista.

A operação se refere a inquérito aberto em maio de 2018 para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha para as eleições de 2014. A ação da PF mira supostos operadores do repasse.

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(Com Agência Brasil e Agência Estado)