Triplo X

PF conclui relatório da Triplo X e indicia proprietária de tríplex no Guarujá

O relatório foi entregue pela PF à Justiça na sexta-feira passada e divulgado na quinta-feira pelo juiz Sérgio Moro

SÃO PAULO – A Polícia Federal entregou à Justiça o relatório final sobre a fase Triplo X da Operação Lava Jato, com o indiciamento da publicitária Nelci Warken, proprietária confessa de um tríplex localizado no Guarujá, e funcionários da Mossack Fonseca no Brasil.

Entre os funcionários indiciados, estão: Maria Mercedes Riaño, Luis Fernando hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório neto e Renata Pereira Britto. O empresário Ademir Auada, intermediário de negócios para a empresa, também foi indiciado.

O relatório foi entregue pela PF à Justiça na sexta-feira passada e divulgado na quinta-feira pelo juiz Sérgio Moro.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares não foram indiciados. Porém, ele é alvo de uma investigação à parte. A Operação Triplo X foi deflagrada no início do ano, com a suspeita de que proprietários de apartamentos do residencial Solaris, no Guarujá (SP) usaram nome de terceiros para ocultar patrimônio. Os investigadores chegaram à conclusão após receberem as matrículas dos imóveis registradas no cartório da cidade.

O condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa. Para os investigadores, há indícios de que as aquisições dos imóveis ocorreram por meio de repasse de propina entre os envolvidos nos desvios de recursos da Petrobras, entre eles a OAS.