PF conclui que Zambelli não passou da retórica em suspeita de obstrução de Justiça

Relatório aponta ausência de atos concretos; Moraes enviou caso à PGR, que tem 15 dias para se manifestar

Marina Verenicz

Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

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A Polícia Federal concluiu o relatório final da investigação que apurava possível obstrução de Justiça por parte da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália. Segundo o documento, obtido pelo UOL, a atuação da parlamentar “não ultrapassou o campo da retórica”.

No parecer, a PF afirmou que, embora Zambelli tenha declarado publicamente que sua ida à Itália tinha como objetivo promover atos semelhantes aos atribuídos a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a intenção não se traduziu em ações concretas. As condutas da deputada, segundo o relatório, se restringiram a manifestações em redes sociais.

“Notadamente em tom de aprovação à política de taxação norte-americana, sem qualquer repercussão prática sobre o curso de ações penais em trâmite no Brasil”, diz um trecho.

O ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou o relatório para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para decidir se oferece ou não denúncia contra a deputada.

Na mesma semana, a PGR denunciou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo por obstrução de Justiça. Conforme o procurador-geral Paulo Gonet, ambos articularam, a partir dos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras e pressionaram o STF em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A investigação apontou que Eduardo exerceu papel de liderança nas articulações, chegando a orientar o pai sobre estratégias de discurso e manifestações públicas.