Investigações

Petrolão só pôde existir com participação de Lula, disse Janot ao STF

No documento, o procurador pede que Lula e outras 29 pessoas sejam formalmente investigadas no principal inquérito da Lava Jato no tribunal

SÃO PAULO – A organização criminosa que atuou na Petrobras “jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse”. Esta declaração foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (3).

No documento, o procurador pede que Lula e outras 29 pessoas sejam formalmente investigadas no principal inquérito da Lava Jato no tribunal, que apura se um grupo criminoso, formado por políticos, empresários e funcionários da Petrobras agiu para desviar recursos da estatal. As informações são da Folha de S. Paulo.

Entre os novos alvos da Procuradoria estão integrantes da cúpula do PT e pessoas próximas a presidente Dilma Rousseff, como os ministros Jaques Wagner (Chefe de gabinete da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social), do Giles Azevedo, assessor especial de Dilma, os ex-ministros Antonio Palocci e Erenice Guerra, do presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, e do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, além do pecuarista José Carlos Bumlai.

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O inquérito atualmente conta com 39 pessoas investigadas, principalmente nomes do PMDB do Senado, como o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de deputados e senadores do PP. Agora, os alvos, além dos citados acima, incluem mais peemedebistas, como Jader Barbalho (PA), e o presidente da Câmara Eduardo Cunha (RJ).

No documento, a Procuradoria narra que o aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais: o primeiro ligado a membros do PT e o segundo ao PMDB.