Petrobras será operadora e terá fatia mínima de 30% em todos blocos do pré-sal

ANP fica responsável por licitar áreas não concedidas; empresa que atribuir o maior percentual à União sai vencedora

SÃO PAULO – Com o debate em torno do pré-sal em pauta, o Governo Federal divulgou nesta segunda-feira (31) a apresentação “Novo Marco Regulatório – Pré-sal e áreas estratégicas”, contendo mais informações a respeito da nova lei.

Destaque para a atualização dos dados sobre a reserva. Segundo a apresentação, a área total da província do pré-sal é de 149 mil km2, sendo que 41,7 mil km2 representam áreas já concedidas, o equivalente a 28% do total.

Desta área, 35,7 km2 contam com a participação da Petrobras, ou seja, 24% da província total. “Nos próximos anos o Brasil produzirá, somente no pré-sal já concedido, quase o mesmo volume produzido atualmente no País”, ressaltou a apresentação, citando uma produção total média de 1.936.000 barris por dia.

Projeções

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Das principais descobertas, os campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias já possuem reservas estimadas. Para o primeiro, a estimativa aponta entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Para Iara, a projeção gira entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris. Para o último, a estimativa fica entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de barris.

De 31 poços perfurados pela Petrobras (PETR4, PETR3) na região do pré-sal, a taxa de sucesso obtida pela estatal é de 87%, conforme o material apresentado pelo governo.

ANP na dianteira

O restante de áreas ainda não concedidas terá a realização de licitações para escolher as empresas que partilharão a produção petrolífera com a União. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) será responsável pelo processo de licitação.

Cabe ressaltar que em todos os casos a Petrobras será operadora e terá participação mínima de 30% em todos os blocos. O vencedor dos processos de licitação será quem atribuir o maior percentual à União.