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Petistas reprovam fala sobre previdência colocam “prazo de validade” para Barbosa, diz Folha

Embora Barbosa seja visto como "igual" pelo PT, ele terá pouco tempo de lua de mel com o partido, diz a coluna, que afirma que os petistas irão cobrar em janeiro "alguma novidade"

SÃO PAULO – Antes mesmo da confirmação, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já enfrentava resistência do mercado, com muitos especialistas questionado o potencial do “ex-Planejamento” para assumir o cardo de Joaquim Levy. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a pressão sobre ele já ocorre também dentro do próprio governo.

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Embora Barbosa seja visto como “igual” pelo PT, ele terá pouco tempo de lua de mel com o partido do governo, diz a coluna, que afirma que os petistas irão cobrar em janeiro “alguma novidade” do novo ministro para reanimar a economia. E caso Barbosa não consiga entregar esse pedido, a pressão será pública.

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Além disso, piora a situação do ministro as suas primeiras declarações. De acordo com a Folha, petistas reprovaram a fala sobre a reforma da Previdência na sua estreia como ministro. “Tem de sinalizar para o nosso povo, não contra nós. É um erro achar que ele vai agradar ao mercado”, diz um veterano da sigla.

Barbosa afirmou na segunda-feira (21) que o governo está trabalhando para enviar, ainda no começo do ano, uma proposta para a reforma da Previdência Social. Ele informou que está em estudo a criação de uma idade mínima para a aposentadoria. Durante teleconferência com investidores promovida pelo J.P. Morgan, o ministro disse que a intenção é criar um mecanismo que se adapte às mudanças demográficas da população.

O fator 85/95 móvel, simulando uma movimentação na idade mínima, é uma possibilidade para a questão previdenciária, afirmou ele. Outra possibilidade seria uma idade mínima que se ajustaria periodicamente “de acordo com as mudanças na demografia”.

Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, no último sábado, 19, o ministro tinha dito que “obviamente que agora precisa avançar mais, principalmente na questão de critérios de idade de aposentadoria.