Política

Petistas põem fim a “dilema” e decidem votar contra Cunha em processo na Câmara

A nova posição vai de encontro com os apelos do governo para que o trio defendesse o peemedebista de um possível processo por quebra de decoro parlamentar, que pode culminar na cassação do parlamentar

SÃO PAULO – Após sucessivas pressões de todos os lados, os três deputados do PT que compõem o Conselho de Ética na Câmara decidiram votar em favor da admissibilidade do relatório contra o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Zé Geraldo (PT-PA), Leo de Brito (PT-AC) e Valmir Pascidelli (PT-SP) anunciaram, nesta quarta-feira (2), que adotarão postura consonante à exigida pelo presidente do partido, Rui Falcão. Os votos da bancada petista são lidos como determinantes para o andamento do processo, já que os cálculos informais até o momento apontam para um empate entre os membros favoráveis ao relatório de Fausto Pinato (PRB-SP) e os contrários.

A nova posição vai de encontro com os apelos do governo para que o trio defendesse o peemedebista de um possível processo por quebra de decoro parlamentar, que pode culminar na cassação do parlamentar. As expectativas são de que Cunha aplique retaliações à presidente Dilma Rousseff, dentre elas a abertura de um processo de impeachment, além da obstrução de medidas consideradas importantes do ajuste fiscal no Legislativo.

“A posição de bancada é pela admissibilidade. Isso será comunicado ao governo. E o governo começa a se virar para aprovar a redução da meta fiscal. O partido tomou essa decisão. Nós agora vamos seguir lá decisão da bancada do partido. Já era uma tendência nossa. Só que agora a bancada assume uma responsabilidade”, afirmou o deputado Zé Geraldo, conforme destacou o portal G1. Antes, os três petistas se posicionavam a favor do arquivamento do processo de envolve Cunha. No entanto, o desgaste político fruto das pressões do próprio partido e, posteriormente da bancada – que se manifestou contra o peemedebista -, bem como de grupos da oposição levaram os parlamentares a uma nova reflexão.

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Após demorada sessão na véspera, o Conselho de Ética tinha nova reunião marcada para a tarde desta quarta-feira, para decidir pela admissibilidade ou não do relatório contra o presidente da Câmara. Assim como na sessão anterior, aliados de Cunha tentam inviabilizar a votação. Na última terça-feira, uma série de questões de ordem e discussões regimentais foram iniciadas para atrasar a votação. Hoje, por conta da ordem do dia no Congresso Nacional, o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), teve que cancelar novamente a sessão e adiá-la para a próxima terça-feira (8).

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