Crise no governo

Petista monta bloco no Senado e ataca governo: é preciso “tirar Levy ou mudar a política”

"Eu quero que esse governo da presidenta Dilma dê certo, mas, para dar certo, é preciso mudar essa política econômica", justificou Lindberg Farias

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SÃO PAULO – Depois de um breve suspiro com a aprovação de grande parte da primeira etapa do ajuste fiscal na Câmara, o governo corre riscos de sofrer grandes derrotas no Senado, onde as Medidas Provisórias 664/14 e 665/14 ainda estão para serem votadas em plenário. No que depender do senador Lindberg Farias (PT-RJ), as propostas de alteração nos direitos previdenciários e trabalhistas deverão ser barradas na casa.

Em entrevista ao blog do jornalista Tales Faria, do portal iG, Lindberg contou que foi formado um grupo de mais de dez deputados para barrar o projeto político econômico proposto pelo governo Dilma Rousseff. O parlamentar citou os nomes de Paulo Paim (PT-RS), Roberto Requião (PMDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-CE), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Hélio José (PSD-DF) como participantes do grupo.

“Eu quero que esse governo da presidenta Dilma dê certo, mas, para dar certo, é preciso mudar essa política econômica”, justificou a possível postura oposicionista. Na avaliação dele, a reorganização econômica do País não pode recair nas costas dos trabalhadores brasileiros. A atual crise econômica, diz Lindberg, é fruto principalmente das grandes desonerações para empresas, aumento nos juros e outros benefícios ao mercado financeiro, e seria esse segmento que deveria pagar a conta no atual momento.

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O parlamentar petista disse ainda que o objetivo do grupo informal formado no Senado é “questionar a atual política econômica” e não descartou a possibilidade de pressionar pela demissão do ministro da Fazenda Joaquim Levy. Para Lindberg, seria necessário “ou tirar Levy ou mudar a política”, visto que, com os ajustes, o país “caminhará ao precipício conscientemente”. A solução defendida por ele caminha no sentido de ampliar investimentos, tributar grandes fortunas, dividendos e remessas de lucros de grandes empresas ao exterior.

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