Guerra midiática

Pesquisa mostra que maioria dos eleitores americanos acredita mais na imprensa que em Trump

61% dos entrevistados desaprovam a retórica adotada pela Casa Branca, dizendo que não gostam da forma como Trump se dirige aos meios de comunicação

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(Joyce N. Boghosian/Casa Branca )

SÃO PAULO – Desde que anunciou sua candidatura para presidência dos Estados Unidos, Donald Trump trava uma guerra com a imprensa, principalmente a local, que passou toda sua campanha tentando tirar a credibilidade do republicano. Com a vitória do magnata, as discussões aumentaram e ataques têm sido comuns por meio de matérias e críticas públicas de Trump à mídia, dando força para a expressão “fake news” (notícias falsas, em inglês).

E agora uma pesquisa mostrou que a maioria dos eleitores norte-americanos tem mais confiança nos meios de comunicação do que no presidente sobre as questões importantes do país. Levantamento da Universidade Quinnipiac publicado na quarta-feira (22) diz que 52% dos eleitores confiam na mídia, enquanto apenas 37% afirmam que acreditam mais em Trump.

Além disso, 61% dos entrevistados desaprovam a retórica adotada pela Casa Branca, dizendo que não gostam da forma como Trump se dirige aos meios de comunicação. Divididos por partido, 86% dos democratas disseram acreditar mais na imprensa, enquanto 78% dos republicanos indicaram que Trump diz a verdade e não os meios de comunicação.

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Um dos casos de ataque do presidente contra a mídia que ganhou destaque recentemente ocorreu na Flórida, quando Trump falou sobre supostos problemas de segurança na Suécia. 

“Você olha para o que aconteceu na noite passada na Suécia, quem vai acreditar nisso? A Suécia! Eles estão tendo problemas como nunca imaginaram ser possível”, disse. Porém, dias depois, uma pesquisa de 2016 mostrou que o crime no país escandinavo ficou com taxas estáveis nos últimos 10 anos.

“A mídia, tão demonizada pela administração Trump, é na verdade muito mais popular do que o presidente Trump”, disse Tim Malloy, diretor-assistente da Universidade Quinnipiac, em um comunicado. “Esta é uma pesquisa terrível após um mês”, completou.