Pesquisa Meio/Ideia indica dificuldade da direita em ganhar visibilidade

Levantamento indica que oposição ainda não consolidou nomes fora do eixo Lula–Bolsonaro no início do ano eleitoral

Marina Verenicz

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A primeira fotografia do ano eleitoral traçada pela pesquisa Meio Ideia sugere um cenário ainda pouco definido fora do campo já conhecido do eleitor.

No levantamento espontâneo, divulgado nesta terça-feira (13), Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto os nomes apontados como potenciais herdeiros do bolsonarismo mostram baixo nível de lembrança.

Quando o entrevistado não recebe uma lista de candidatos, apenas 6,6% dizem que votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), indicado publicamente como sucessor do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O desempenho é semelhante ao do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que soma 6,1% das menções espontâneas.

O resultado expõe uma fragilidade inicial do campo opositor. Mesmo nomes considerados competitivos ainda não se projetaram nacionalmente aos olhos do eleitor médio.

A leitura é de que, neste estágio da disputa, a eleição segue ancorada na polarização construída nos últimos ciclos, especialmente voltada no nome do ex-presidente, com pouco espaço ocupado por alternativas.

Segundo a CEO do Ideia, Cila Schulman, a pergunta espontânea ajuda a medir o imaginário coletivo antes do início formal da campanha. Para ela, os dados mostram que “a eleição ainda é essencialmente entre Lula e Bolsonaro”, enquanto os demais pré-candidatos precisam ganhar exposição e se apresentar ao país.

O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do Brasil, entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, por entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06731/2026.