Pesquisa: com imposto único, sistema de arrecadação ficará menos complexo

Para empresários, sistema de arrecadação deveria ser mais transparente e normas tributárias, mais claras

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SÃO PAULO – Os empresários brasileiros acreditam que a implantação do Imposto Único seria uma das maneiras possíveis de diminuir a complexidade do sistema de arrecadação tributária do Brasil, segundo um estudo realizado pelo Ibope em parceria com a Amcham (Câmara Americana do Comércio).

Além disso, eles acreditam que a cobrança de tributos ficaria menos complexa se acabasse a guerra fiscal entre os estados e se fosse criado o IVA (Imposto Sobre Valor Agregados).

Outra sugestão é a cobrança de impostos proporcionais ao faturamento e lucro da empresa.

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Para os empresários, o sistema de arrecadação deveria ser mais transparente, com mais clareza das normas tributárias e de como são investidos os recursos.

Política fiscal
Sobre a política fiscal mais adequada para o estado, 59% disseram ser a redução da estrutura da máquina do governo, gerando gradual redução tributária para a sociedade.

Já 30% disseram que a política mais adequada seria a redução da carga de arrecadação sobre a fabricação e circulação de produtos e serviços. Outros 9% afirmaram ser a manutenção da arrecadação atual, com mais investimento do governo no fornecimento e na qualidade dos serviços públicos.

Reforma sistema previdenciário
A pesquisa indica ainda que 52% dos entrevistados afirmam que a reforma do sistema previdenciário deve ocorrer imediatamente, enquanto 17% disseram que deve ser feita de três a cinco anos.

Já 12% disseram que o tempo deve ser de um a dois anos. Apenas 2% acreditam que não há necessidade de revisão do sistema previdenciário.

Exemplo para Brasil
Os empresários foram questionados também sobre qual país deveria servir de exemplo para a revisão do sistema previdenciário brasileiro. Para 28%, o Brasil não deveria tomar de exemplo a previdência de nenhum país.

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O país mais apontado como exemplo é o Chile, citado por 25%. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com 16%, e o Japão, com 9%. Os países asiáticos emergentes foram indicados por 5%, enquanto outros países latino-americanos foram apontados por 1%.

Sobre a pesquisa
Para o estudo, foram realizadas 211 entrevistas com empresas de todos os portes de sete capitais – São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Goiânia  -, além das cidades de Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG).