Pesquisa CNT/Sensus mostra crescimento do apoio à reforma da Previdência

Já 37,6% dos entrevistados acham que reforma Tributária aumentará impostos; maioria se mostrou contra invasões do MST

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SÃO PAULO – O instituto Sensus divulgou, na manhã dessa terça-feira, o resultado de seu levantamento acerca da popularidade do presidente Lula e do seu governo durante o mês de agosto, a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

A pesquisa realizou diversas perguntas aos 2.000 entrevistados (distribuídos entre 195 municípios de 24 estados, entre os dias 20 e 22 de agosto), acerca das expectativas com relação às reformas estruturais e temas polêmicos como desemprego, reforma agrária e a relação do governo com o Movimento dos Sem Terra (MST).

Cresce aprovação da reforma da Previdência

Com relação à reforma da Previdência, 68,7% dos entrevistados se mostraram a favor do projeto, ao passo que 15,7% afirmaram serem contra e 15,7% não souberam responder ou não opinaram. Vale destacar que no mês de maio a taxa de aprovação era menor, de 66%, enquanto que 12,7% eram contra.

Além disso, a parcela que acha que a reforma melhorará a sua vida saltou de 54,4% em maio para 60,2% em agosto, enquanto recuou de 16,9% para 14,7% na mesma comparação a parcela que acredita que a Reforma nada influenciará na sua vida.

No mês de agosto, 62% disseram ser a favor de um mesmo teto de aposentadoria para os novos funcionários públicos em relação ao setor privado, enquanto 21,1% disseram ser contra. Já ao serem indagados se os juízes deveriam ter um teto de aposentadoria mais alto do que os funcionários públicos em geral, 67,6% se mostraram contra, enquanto 24,1% concordaram.
Finalizando as perguntas sobre a reforma previdenciária, 60,8% concordam com a contribuição de 11% dos aposentados dos serviços públicos a partir de R$ 1.200,00, mas 26,7% são contra.

Maioria acredita que Tributária aumentará impostos

Em se tratando da reforma Tributária, 37,6% dos entrevistados acham que o projeto aumentará a carga tributária, enquanto 21,4% acreditam que permanecerá como está, 29,9% acham que vai diminuir e o restante não opinou ou não soube responder.

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Com relação ao desemprego, enquanto no mês de julho 41,4% achavam que o verdadeiro culpado pelo desemprego era o governo Fernando Henrique, em agosto esta parcela caiu para 40,3%. A parcela que credita a falta de empregos à inflação saltou de 19,9% para 20% na mesma comparação, enquanto que o governo Lula foi culpado por 9,2%, enquanto o resultado do mês de julho estava em 6,1%.

Reforma agrária tem respaldo da população

No tocante à reforma agrária, a parcela dos entrevistados que se mostrou a favor, mas desde que em terras desocupadas do Estado, saltou de 27,2% em março para 33,2% nesse mês. Já 25,7% afirmaram que a reforma deve ser realizada em terras improdutivas já desapropriadas pelo Estado, caindo em relação aos 28,6% da medição de março.

Frente ao recrudescimento dos conflitos no campo, a parcela dos que são contra aumentou de 10% para 13,8% na mesma comparação. Nesse sentido, 20,8% se mostraram a favor das recentes invasões de terra, uma vez que os integrantes do MST precisam de terras para trabalhar, ao passo que a grande maioria 73,7%, se disse contra, por ser invasão à propriedade privada.

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Além disso, 56,1% acham que a atuação do Governo em relação às invasões de terras pelo MST e a reação dos proprietários rurais é inadequada e não tem conseguido manter a ordem. Já 33,5% dos entrevistados avalia como adequada a posição do Governo.

Finalmente, 21,4% avaliam como próxima a relação entre o Planalto e o MST, 41,0% acreditam que a relação é imparcial e 22,3% afirmaram que a posição é mais próxima dos proprietários rurais.

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