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SÃO PAULO – Mais uma vez a pesquisa encomendada ao instituto Sensus pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) aponta a queda do índice de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixando claro que há uma insatisfação crescente quanto ao desempenho da economia, taxas de desemprego e reação às recentes crises no governo.
Os resultados divulgados nessa segunda-feira, 29 de março, são referentes a 68ª Rodada da Pesquisa, para a qual foram entrevistadas 2.000 pessoas em 195 municípios, distribuídos em 24 estados de todas as regiões geográficas brasileiras, tendo sido realizada entre os dias 24 e 26 de março. O índice de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais acima e abaixo da média.
População considera que governo Lula está mais negativo
Os resultados da pesquisa CNT/Sensus revelam que 34,6% dos entrevistados consideraram positivo o desempenho do governo Lula, contra 39,9% na pesquisa de fevereiro, uma queda de 5,3 pontos percentuais em menos de 30 dias. A percentagem dos que avaliaram negativamente o governo Lula cresceu de 15,1% em fevereiro para 19,4% em março, um crescimento de 4,3 pontos percentuais. Os que consideram o governo Lula regular cresceram de 40,6% em fevereiro para 44,7% em março, aumento de 4,1 pontos percentuais.
Observando-se mais detalhadamente os resultados dessa pesquisa, constata-se que houve uma queda de 1,5 ponto percentual entre os que acham o desempenho do presidente ótimo (de 8,3% para 6,8% para fevereiro e março, respectivamente), um aumento de 2,1 pontos percentuais entre os que acham esse desempenho regular (de 40,6% para 42,7% considerando os mesmos períodos) e um aumento de 3,1 pontos percentuais entre os que acharam o desempenho do governo Lula péssimo (de 8,4% para 11,5%, para fevereiro e março, respectivamente).
Insatisfação do brasileiro também em outros pontos
Os resultados dessa rodada da pesquisa CNT/Sensus deixam claro que o brasileiro está insatisfeito com vários aspectos do governo Lula. Considerando os últimos seis meses, no quesito saúde 40% dos entrevistas consideraram que a situação ficou pior, um aumento de 5,9 pontos percentuais em relação a fevereiro. No quesito educação, 27,6% dos entrevistados consideraram que a situação também piorou, um aumento de 6 p.p. no mesmo período. O quesito pobreza também foi considerado como pior por 68% dos entrevistados, um aumento de 7,9 p.p. em relação a fevereiro.
Quanto ao quesito desemprego, nota-se um forte movimento de responsabilização do governo Lula pelo cenário atual. Enquanto em agosto de 2003 40,3% consideravam o desemprego como decorrência do governo anterior, 9,2% o consideravam como decorrência do próprio governo Lula. Nessa última pesquisa, esses números variavam bastante, passando respectivamente para 31,5% e 17,5%.
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Quando o assunto é crescimento da economia ainda esse ano, 34,2% dos entrevistados acreditam que não haverá crescimento, um aumento 11,3 pontos percentuais em relação a fevereiro. Os que acreditam que a economia deve crescer em 2004 passou para 13,6%, uma queda de 4,2 pontos percentuais em relação a fevereiro. Em relação à carga tributária no Brasil, o número de pessoas que a consideram muito alto saltou de 46,5% para 55,8%, um aumento de 9,3 pontos percentuais.