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PEC 241

PEC do teto: Ministro de Temer indica que “rebeldes” podem ser punidos

"Quem se mostrou que não é aliado, não sei se quer ou deve permanecer no governo", afirmou Eliseu Padilha

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SÃO PAULO – Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha afirmou que o resultado da votação da PEC dos gastos na Câmara ontem correspondeu às expectativas do governo e mostra que Congresso se deu conta que não há dinheiro público ilimitado.

“Tivemos algumas defecções que foram compreendidas como defecção. Mas, por certo, o governo vai tratar delas da forma que elas merecem ser tratadas”, afirmou ele, indicando que poderá punir os “rebeldes”. Ou seja, deve punir os deputados da base  que votaram contra ou se ausentaram da sessão que discutiu a PEC. 

Em fala nesta manhã, informa o Estadão, Padilha disse que não seria justo com os 366 deputados que se “expuseram” a críticas do PT de que estariam cortando programas sociais que os que votaram contra tenham “o mesmo tratamento”.

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“Muitos parlamentares têm participação no governo, nomearam pessoas para cargos que possam ser importantes para sua campanha. Não se trata do ‘dando que se recebe’ mas sim que sempre se constrói governo com aliados”, afirmou.

“Quem se mostrou que não é aliado, não sei se quer ou deve permanecer no governo. Nós não vamos construir governo com adversários”, disse. Na votação da PEC, 87% dos deputados da base aliada foram fiéis ao governo. Dos 412 parlamentares de partidos governistas da Casa, 386 estavam presentes na sessão. Dos aliados de Temer que registraram presença, 358 votaram a favor da PEC. O partido aliado no qual mais foram registradas mais defecções foi o PSB. Dos 32 deputados da legenda, 10 votaram contra a PEC do teto de gastos (quase um terço da bancada).

Segundo Padilha, o presidente Michel Temer está mostrando que o Brasil não tem outro caminho e que deve ser adotada a responsabilidade fiscal. Caso contrário, a organização estatal fica absolutamente ingovernável. “O Brasil está falido; temos que nos dar conta disso”, afirmou.

“A nação brasileira se deu conta que caiu num engodo e está na hora de mudar de rumo; nós estamos propondo um outro rumo”, apontou.