Nova polêmica

Paulo Roberto Costa teria sido convidado para ministério no governo Dilma, diz jornal

Paulo Roberto Costa substituiria o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP); porém, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse desconhecer qualquer tipo de convite para que o ex-diretor da Petrobras assumisse o cargo

SÃO PAULO – O ex-diretor de abastecimento da Petrobras (PETR3;PETR4) Paulo Roberto Costa teria sido convidado para ocupar o Ministério das Cidades, de acordo com informações do jornal Gazeta do Povo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Segundo o jornal de Curitiba, agentes da Polícia Federal encontraram uma troca de mensagens em que Alberto Yousseff e o deputado Luiz Argolo (Solidariedade-BA), em que eles comentam convite para que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa havia sido convidado para assumir o cargo de Ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff (PT). A conversa teria acontecido no dia 13 de março, mesmo dia em que Dilma anunciou a substituição de três ministros, incluindo o das Cidades. 

Paulo Roberto Costa substituiria o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP); porém, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse desconhecer qualquer tipo de convite para que o ex-diretor da Petrobras tenha sido convidado a assumir em março o Ministério das Cidades, uma semana antes de ser preso pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato.

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“Nunca soube deste convite e acho difícil, para não dizer impossível, que tenha acontecido”, afirmou.

As mensagens de celular mostraram Argôlo fazendo uma pergunta para Youssef: “Vc sabia q chamaram PR pra assumir o Ministério?? E ele n quis. Aguinaldo [Ribeiro, o ministro] saiu hoje” (sic). Segundo as investigações, a sigla PR era usada para citar Paulo Roberto Costa. Youssef responde: “Sabia. Ele já tinha me contado”. E em seguida completa: “Foi a melhor coisa q ele fez [não ter aceitado]” (sic).

As denúncias envolvendo a Petrobras continuam e, ontem, atingiram o PSDB. De acordo com o depoimento de Costa, o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março deste ano, teria levado dinheiro para enterrar a CPI no Senado em 2009.