Partidos radicais ganham força na Grécia e colocam plano de resgate em dúvida

Coalizão da Esquerda Radical foi o segundo grupo mais votado nas eleições deste domingo; grupo neo-nazista entra no Parlamento

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SÃO PAULO – Os dois principais partidos de coalizão do governo grego viram o seu peso na política do país se reduzir consideravelmente nas eleições que ocorreram no último domingo (6). Com mais de 99% dos votos apurados, a participação dos dois principais partidos do atual governo se reduziu para mais da metade na comparação com a eleição de 2009, ao recuar para 32,0%, sendo 18,8% referente ao Nova Democracia e 13,2% ao Pasok.

Por sua vez, a Coalizão da Esquerda Radical surpreendeu ao alcançar a segunda colocação nas urnas, com 16,7% dos votos até o momento. Do mesmo modo, o grupo neo-nazista Amanhecer Dourado também ganha destaque no noticiário por conseguir uma participação no parlamento, após receber cerca de 7,0% dos votos.

Assim, os dois partidos que formaram o governo de coalizão possuem apenas 149 dos 300 assentos no Parlamento, enquanto o restante está, majoritariamente, em mãos de partidos que se opõem ao pacote de resgate internacional.

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Enquanto isso, o líder do Nova Democracia, Antonis Samaras, deve se encontrar com o presidente Karolos Papoulias nesta segunda-feira antes de tentar iniciar a formação de um governo de coalizão. Se não for possível formar nenhum governo de coalizão novas eleições deverão ser convocadas, possivelmente em junho, informa a imprensa local.

Acordo internacional em dúvida
O segundo pacote de resgate ao país, o qual liberou € 130 bilhões em troca de pesadas medidas de austeridade fiscal, foi o tema mais polêmico das eleições. Tal pacote foi aprovado em 21 de março, ante violentos protestos na Grécia e, agora, a principal incerteza é se as medidas que foram acordadas com os credores internacionais terão prosseguimento.