Articulação

Partidos de oposição iniciam movimento por impeachment de Dilma, diz Congresso em Foco

O ex-deputado pelo PSB, Beto Albuquerque, diz que o PT perdeu a legitimidade para governar depois dos desdobramentos da Operação Lava Jato, segundo informações do site Congresso em Foco

SÃO PAULO – Aproveitando as manifestações do fim de semana, partidos da oposição começam a se movimentar para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso. O partido Solidariedade (SDD) de Paulinho da Força, lançou uma consulta popular visando ao pedido de afastamento tanto de Dilma quanto de seu vice, Michel Temer (PMDB). 

O Solidariedade já entrou em contato com outros partidos da oposição como PSDB, PPS, PSB e PV para fazer parte do movimento. Apesar de inicialmente não manifestar apoio explícito à saída da presidente, segundo informação do site Congresso em Foco, dependendo do resultado dos protestos do dia 15, eles podem participar mais ativamente da articulação política para o impeachment. 

“Nenhum brasileiro aguenta mais a corrupção, as mentiras e a incompetência do governo Dilma”, destacou o presidente do partido e deputado federal Paulinho da Força. Além de abrir o abaixo assinado, o partido também já pediu o apoio de organizações sindicais como a Força Sindical, a Nova Central Sindical e a UGT para fazerem-se presentes nas manifestações. 

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Na semana que vem, os partidos oposicionistas devem se reuinir para avaliar o efeito dos protestos pró-impeachment. Membros do PSB como o ex-deputado Beto Albuquerque (que foi vice na chapa de Marina Silva para presidência), já falam em perda da legitimidade do PT para governar, principalmente com os desdobramentos da Operação Lava Jato. 

Já para Roberto Freire (PPS), o movimento não deve ser partidário, mas os partidos devem dar apoio à voz que emana das ruas.