Segundo Valor

Para se descolar de Dilma, PMDB estuda devolver coordenação política do governo

O argumento é de "missão cumprida" diante da aprovação do pacote fiscal do ministro Levy; porém, na prática a intenção seria buscar o descolamento do partido da presidente Dilma Rousseff

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SÃO PAULO – Segundo informações do jornal Valor Econômico, o PMDB estuda devolver a coordenação política do governo, atualmente no comando do vice-presidente Michel Temer, após a votação do projeto das desonerações.

O argumento é de “missão cumprida” diante da aprovação do pacote fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Porém, na prática a intenção seria buscar o descolamento do partido da presidente Dilma Rousseff.

Além do embate realizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, destaca-se ainda que o processo de desgaste da presidente no Congresso se acelerou nesta semana porque a pesquisa Datafolha registrou uma aprovação de apenas 10% da presidente,além das críticas do ex-presidente Lula ao governo e ao PT. A avaliação é de que o próprio Lula está se descolando da presidente. Soma-se a isso as declarações desconexas de Dilma.

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Ontem, depois do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi a vez do líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) confirmar que o PMDB terá candidatura própria em 2018. Será uma grande quebra de paradigma na política brasileira, uma vez que o partido é conhecido por ser base de todos os governos e nunca ficar na frente dos holofotes. Segundo informações do site Congresso em Foco, o PMDB se prepara para anunciar no congresso nacional da sigla em agosto o nome do seu candidato. 

“Esse é um ponto pacífico dentro do partido, de unidade interna. O PMDB precisa – até por razões de manter o partido unido, grande – ter um projeto próprio depois de 24 anos. Acho que agora está maduro este momento”, declarou. A última vez que o partido teve um candidato à presidente foi em 1994, quando Orestes Quércia foi derrotado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Já Michel Temer recomenda que a decisão seja tomada com bastante cautela.