Ministro informal

Para salvar Dilma do impeachment, Lula tenta esvaziar reunião decisiva do PMDB e rachar partido

Conforme conta reportagem do jornal Correio Braziliense, o petista conta com Renan Calheiros, Jader Barbalho e José Sarney para tornar o próximo encontro da sigla um fracasso

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SÃO PAULO – Na posição de articulador informal do governo após a suspensão de sua nomeação para o ministério da Casa Civil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado compor com alguns dos principais caciques do PMDB para esvaziar a próxima reunião do diretório nacional do partido e esfriar a temperatura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Conforme conta reportagem do jornal Correio Braziliense, o petista conta com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-MA) para tornar o próximo encontro da sigla que poderá definir o desembarque definitivo da base do governo um fracasso. A ideia é mostrar que o PMDB, como sua essência indica, continua um partido dividido, e que o vice-presidente Michel Temer não logrou a cobiçada unanimidade ou maioria incontestável para pôr em prática sua estratégia.

Para tal ousada empreitada, Lula conta com os diretórios de Minas Gerais e Rio de Janeiro — duas das principais alas do partido –, além de Pará, Alagoas, Maranhão e Amapá. A estratégia de explorar as fissuras do principal partido da base aliada, que caminha para o desembarque, coloca o atual líder da bancada na Câmara em maus lençóis. Leonardo Picciani (RJ) foi um dos principais negociadores e beneficiários da reforma ministerial implementada pelo governo em outubro do ano passado.

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