Para o Planalto, JPMorgan vê disciplina fiscal em Serra e intervencionismo em Dilma

Banco supõe possível redução da Selic com atual governador de São Paulo; Dilma elevaria ação do governo no setor privado

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SÃO PAULO – Com a desistência de Aécio Neves – governador de Minas Gerais – nas eleições de pré-candidatura do PSDB, o caminho fica livre para que José Serra, atual governador de São Paulo, seja escolhido como o nome tucano a concorrer pela presidência do Brasil neste ano.

Diante da elevada probabilidade da candidatura de Serra, o JPMorgan divulgou relatório nesta sexta-feira (8) sobre o tema, no qual acredita que o atual governador de São Paulo provavelmente fará um melhor trabalho nos desafios econômicos do Brasil no longo prazo.

Desafios fiscais
“Há muita coisa em jogo em termos de planejamento de longo prazo para o País agora que a fase de estabilização está terminada e o Brasil entra no que aparenta ser uma fase de crescimento sólido”, discorrem os analistas.

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Nesse sentido, conforme o olhar do banco norte-americano, Serra focaria nos desafios fiscais do Brasil, permitindo um aumento nos investimentos e uma redução na Selic, a “níveis mais mundanos”.

Maioir intervenção
Por outro lado, o JPMorgan acredita que Dilma Rousseff, provável candidata do PT ao Planalto, deverá aumentar a intervenção do Estado no setor privado, o que seria ruim aos investidores. Dilma atualmente possui 23% das intenções de voto dos brasileiros no primeiro turno, enquanto a fatia de Serra fica em 37%, segundo a última pesquisa Datafolha, conduzida em 18 de dezembro.

No entanto, os analistas ressaltam que Dilma deverá crescer em popularidade à medida que ela “assume a face” de importantes programas do governo Lula, como o PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) e a criação de um milhão de casas a famílias de baixa renda.