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Subir ou não subir

Para o FT, a questão que o mercado brasileiro faz agora é: como será a vida após a Dilma?

Enquanto muitos analistas de mercado estão otimistas com Michel Temer, presidente interino a partir de hoje, outros estão mais cautelosos

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SÃO PAULO – “E agora? Essa é a pergunta que os investidores estão se confrontando depois que o Senado votou esmagadoramente pelo afastamento de Dilma Rousseff em uma maratona que se estendeu pela madrugada e iniciou o processo de impeachment contra a presidente”.

Isto é o que destaca o jornal britânico Financial Times, destacando que a votação se seguiu de uma semana de montanha-russa em que o impeachment de Dilma chegou a ser suspenso, mas voltou à tona mais tarde. “Enquanto não há dúvida de que a saída temporária de Dilma é um grande negócio do ponto de vista do mercado, uma vez que o Brasil é a economia mais importante da América Latina, a decisão é um anti-clímax dada a enorme alta dos preços de ativos brasileiros ao longo dos últimos três meses”, destaca o FT.

O jornal aponta que a saída de Dilma dará início a uma reforma pró-governo, o que ajudou o Ibovespa a subir mais de 40% desde o final de janeiro e levou o real a ter um dos melhores desempenhos entre as moedas emergentes.

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“Mas, com o impeachment de Dilma já no preço, de onde os investidores partirão?” O jornal aponta que, por um lado, alguns pensam que um novo governo tendo no comando Michel Temer deve dar um novo impulso aos preços dos ativos. O jornal destaca a avaliação do Bank of America Merrill Lynch de que Temer terá maior apoio do Congresso Nacional, aprovando medidas econômicas e fiscais necessárias, que podem gerar uma melhor perspectiva do cenário fiscal. Combinado a um declínio da incerteza política, deve levar a melhores níveis de confiança, abrindo espaço para a recuperação econômica da atividade econômica.

No entanto, outros não estão tão certos disso. Além do ceticismo com a retomada para a economia, alguns destacam que Temer pode ser arrastado para o escândalo de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. Além disso, se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) encontrar evidências de financiamento ilícito de campanha na chapa Dilma Rousseff-Michel Temer nas eleições de 2014, ele também pode ser punido com a perda de mandato. Soma-se a isso a oposição do PT, que sai da situação após mais de 13 anos e pode levar a dificuldades para o governo. 

“Em terceiro lugar, é importante notar que grande parte do rali atual no Brasil está sendo impulsionado por investidores estrangeiros, o que sugere que os locais ainda não têm tanta confiança na perspectiva de curto prazo do Brasil”, afirma. “O que tudo isto significa é que, dado o péssimo estado da economia do Brasil, há um risco real de que Temer possa ficar aquém das elevadas expectativas do mercado”, destaca o jornal. Se isso acontecer, espera-se que os ativos possam voltar a cair novamente, afirma a publicação.