Para ministro, Brasil pode aumentar a produção para diminuir preços de alimentos

Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, acredita que o País pode ajudar a equilibrar as necessidades do mundo

SÃO PAULO – O ministro Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, afirmou, na última segunda-feira (26), que o Brasil pode contribuir com a queda de preços dos alimentos, aumentando a produção. Para ele, o aumento no preço desses produtos está ligado ao crescimento do consumo em todo o mundo.

“A decisão de governo para o Brasil colaborar com o mundo é produzindo mais excedentes. Então o Brasil, além de alimentar sua população, além de produzir energia limpa, tem que aumentar sua produção de excedentes para ajudar a equilibrar as necessidades do mundo. É dessa forma que vamos nos comportar”, disse após participar de um evento em São Paulo.

Stephanes também informou que o próximo plano de safra já está sendo discutido com o Banco Central, o Ministério da Fazenda e a presidência da República. A meta, de acordo com ele, é fazer com que o Brasil continue batendo recordes de produção. “Essa é a melhor maneira que o Brasil tem de colaborar com o mundo e com ele mesmo e aproveitar uma janela de oportunidades que se abriu ao país”, afirma.

Anúncio das medidas

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Segundo a Agência Brasil, o governo irá anunciar nesta terça-feira (27) três medidas para incentivar e melhorar a produção agrícola no País.

Segundo Stephanes, a primeira delas será uma medida provisória para estabelecer a reestruturação das dívidas rurais em todos os setores da atividade. Já a segunda irá criar adidos agrícolas do Brasil nos principais mercados de interesse nacional, como Estados Unidos, União Européia, Rússia, Japão, China, África do Sul e Argentina.

A terceira medida será um projeto de lei que cria um fundo de catástrofe para dar sustentação a um sistema de seguros para a área agrícola. “Eu diria que isso é indiretamente um resseguro, só que ele só se aplica em momentos de catástrofes maiores e isto é regulado pelo próprio projeto de lei”, disse o ministro.