Para MCM, caso Palocci pode abalar seriedade que Dilma vinha imprimindo ao governo

Primeira crise do atual governo faz com que presidente perca sinal de moralizadora e receba caráter de omissiva

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SÃO PAULO – A MCM avalia que a primeira crise do atual governo, envolvendo o Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, pode abalar a seriedade que a presidente Dilma Rousseff vinha imprimindo até então, uma vez que “manter Palocci no posto, arriscaria a disseminar a imagem de ser conivente com comportamentos aparentemente trangressivos de seus auxiliares mais próximos”.

Na opinião da consultoria, fragilizando-se a Palocci, o governo perde força junto a base aliada no Congresso. “De credor, passa a devedor dos parlamentares governistas pois depende deles para evitar que seja instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ou feita uma convocação para depor no Congresso”, aponta a MCM em relatório.

Crise
A MCM afirma ainda que a primeira crise do governo Dilma chegou cedo demais, atingindo o ministro mais poderoso, que embora seja taxado de flexível e competente pela consultoria, é considerado como propenso a “meter os pés pela mãos”, lembrando das acusações de improbidade e desvios de recursos públicos quando era prefeito de Ribeirão Prefeito, no interior de São Paulo.

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“Ainda constam sobre ele a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo e agora, a necessidade de explicar a origem de R$ 20 milhões recebidos como consultor entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal”. 

Refém
Ademais, a consultoria aponta que por mais que o Planalto negue, é evidente que as acusações contra Palocci darão mais força às demandas por cargos e verbas e tornarão mais difícil impor à base governista os comandos do governo sobre projetos em votação no Congresso, como é o caso do Código Florestal.

Contra as vontades do governo, o texto do deputado Aldo Rebelo foi aprovado, inclusive com votos do próprio PT (Partido dos Trabalhadores) contra as vontades de Dilma Rousseff. Além disso, a emenda do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), maior partido da base aliada, que contrariava as vontades de Dilma, também foi aliada. 

Com isso, para a MCM, foi criado uma rivalidade entre a base aliada e o governo, agravado pela declaração do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, afirmando que “a presidente Dilma considera essa emenda uma vergonha para o Brasil”.