XP/Ipespe

Para maioria, Brasil está vivendo uma nova política com governo Bolsonaro, diz pesquisa

Apesar de verem Bolsonaro como símbolo da "nova política", eleitores se dividem sobre postura a ser adotada pelo presidente em relação ao Congresso Nacional

SÃO PAULO – Um dos termos mais mencionados durante a campanha eleitoral e o início do atual governo, a chamada “nova política” é uma realidade no Brasil, na avaliação da maioria dos eleitores. É o que aponta a sexta edição da pesquisa mensal XP/Ipespe – a quarta desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência da república.

Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados acreditam que o país, de fato, está vivendo uma nova política, independentemente do que se entende pelo termo. Outros 39% discordam de tal avaliação. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país, entre os dias 1º e 3 de abril, e tem margem máxima de erro de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Gráfico I: Na sua opinião, hoje em dia, o Brasil está ou não vivendo uma nova política?

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Para a maioria dos eleitores consultados (62%), o governo Jair Bolsonaro representa uma nova política. Apesar disso, a pesquisa também mostrou uma continuidade no movimento de queda na aprovação do presidente e uma divisão entre os entrevistados sobre a postura a ser adotada em relação ao parlamento para fazer avançar sua agenda legislativa.

Gráfico II: Na sua opinião, o governo do presidente Jair Bolsonaro representa ou não uma nova política?

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Dispersão também se observa no entendimento dos aspectos que envolvem o conceito da “nova política”. Neste caso, os três pontos destacados são o combate à corrupção, o combate a privilégios de políticos e servidores públicos de alto escalão, além da reforma política.

Gráfico III: Quanto cada um dos seguintes aspectos demonstram que o Brasil está vivendo uma nova política?

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Apesar do fim das eleições e de queixas de parlamentares sobre uma insistência do atual governo em se afastar do diálogo e de negociações com as bancadas, a “nova política” continua presente em manifestações de Bolsonaro, filhos e aliados políticos.

Este tem sido um dos principais fatores de tensionamento entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. No mais recente capítulo da crise, Bolsonaro trocou farpas publicamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ambos, porém, falam em página virada e o presidente tem buscado sinalizar moderação a uma classe política ainda cética.

De acordo com a XP/Ipespe, apenas 13% dos entrevistados avaliam a relação entre Executivo (representado por Bolsonaro) e Legislativo (representado por Maia) como ótima ou boa. A maioria (81%), porém, entende que ela é importante para o país. Vale ressaltar que a pesquisa foi feita antes da série de encontros promovidos por Bolsonaro com presidentes e lideranças de partidos.

Gráfico IV: Pelo que o(a) sr.(a) sabe ou ouve falar, como está atualmente a relação entre o Poder Executivo, representado pelo presidente Jair Bolsonaro, e o Poder Legislativo, representado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia?

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Gráfico V: Na sua opinião, uma boa relação entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é…

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No entanto, ao serem questionados sobre como Bolsonaro deveria lidar com o parlamento, os entrevistados se dividem em três grupos: 33%% a favor que ele endureça suas posições e seu discurso, ainda que isso signifique dificuldades na relação com o Congresso; 19% a favor de o presidente manter a atual conduta; e 37% favoráveis a uma flexibilização de posições para aprovar sua agenda, ainda que isso signifique se afastar do discurso inicial.

Gráfico VI: Na sua opinião, como o presidente deveria agir na sua relação com o Congresso Nacional?

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Metodologia
A pesquisa XP/Ipespe foi feita por telefone e ouviu 1.000 entrevistados em todas as regiões do país. Os questionários foram aplicados por entrevistados e submetidos a fiscalização posterior. O nível de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob as mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem máxima de erro, estabelecida em 3,2 pontos percentuais. A amostra representa a totalidade dos eleitores brasileiros com acesso à rede telefônica fixa e a telefone celular, sob critérios de estratificação por sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar etc.

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